O que é “pixuleco”, termo usado por Gilmar Mendes durante julgamento no STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usou nesta terça-feira (15/9) a expressão “pixuleco” durante o julgamento que analisa o caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Ao criticar a condução do procedimento pelo ministro André Mendonça, Gilmar afirmou que havia um “inequívoco viés político-eleitoral” no caso e classificou a iniciativa como um “pixuleco, boneco eleitoral”. Mas o que significa a expressão?
De onde vem “pixuleco”?
A palavra ganhou notoriedade no Brasil em 2015, durante a Operação Lava Jato. “Pixuleco” era utilizado como uma gíria para propina ou dinheiro ilícito e foi associado ao então tesoureiro do PT João Vaccari Neto, segundo relatos apresentados durante as investigações.
O termo chegou a dar nome à 17ª fase da Lava Jato, deflagrada em agosto daquele ano.
Como virou nome de boneco?
No mesmo período, manifestantes contrários ao governo de Dilma Rousseff passaram a usar um boneco inflável de Lula vestido de presidiário. A figura ficou conhecida como Pixuleco e se tornou um dos símbolos dos protestos contra o PT.
O boneco voltou a aparecer em manifestações políticas recentes, inclusive em atos de 7 de Setembro realizados neste mês.
O que Gilmar quis dizer?
Na sessão desta terça, Gilmar utilizou a expressão no sentido de “boneco eleitoral”, e não como uma acusação direta de que Mendonça tenha recebido propina.
O ministro criticava o que considera uma utilização política do caso envolvendo Moraes. Segundo Gilmar, a escolha da data do julgamento, próxima ao 7 de Setembro e em período eleitoral, revelaria uma motivação político-eleitoral.
“O interesse é evidente. Acachapante. Extravagante. Evidente que se trata de um ‘pixuleco’, de um boneco eleitoral. É disso que nós estamos falando”, explica.
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A expressão, portanto, funciona na fala de Gilmar como uma comparação política, ao sugerir que o procedimento estaria sendo transformado em um instrumento ou símbolo de disputa eleitoral.
A declaração ocorreu durante uma sessão marcada por fortes críticas de Gilmar a Mendonça. Os dois ministros chegaram a trocar acusações no plenário, em um dos momentos mais tensos do julgamento.





