Marinho diz ter mais de 40 votos para disputar Presidência do Senado

O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que o grupo político que articula sua candidatura à Presidência do Senado já reúne mais de 40 votos. A declaração foi feita nesta quarta-feira (4), durante uma transmissão ao vivo do Partido Liberal (PL), na qual o parlamentar também acusou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de tentar conquistar apoio de senadores por meio de cargos, recursos e vantagens políticas.
“Trinta e três senhores parlamentares. Nós temos, com certeza, mais de quarenta votos hoje”, declarou Marinho, ao demonstrar confiança na articulação do grupo.
O senador, no entanto, reconheceu que a disputa envolve a força política de quem ocupa atualmente o comando da Casa. Sem citar diretamente Davi Alcolumbre (União-AP) naquele momento, afirmou que o atual presidente do Senado tem condições de atrair apoio por controlar espaços e decisões administrativas.
“Vai cooptar com verbas, com recursos, com vantagens, com a ocupação de cargos e assinaturas no atual governo”, disse.
Marinho pediu que os parlamentares não cedam a pressões e afirmou que o grupo precisa manter independência em relação ao Executivo. Também acusou o governo de tratar opositores como inimigos políticos e criticou a relação do presidente Lula com o contraditório.
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Defesa de Flávio Bolsonaro
Durante a transmissão, Marinho também fez uma defesa pública de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como nome do grupo para a disputa presidencial. O senador destacou que Flávio teria aberto mão de uma candidatura ao governo do Rio Grande do Norte para se dedicar à construção de um projeto nacional.
“Eu vi um jovem desprendido, que abriu mão de uma candidatura praticamente assegurada […] e se colocou na construção do país”, afirmou.
O discurso também incluiu críticas ao Judiciário. Embora tenha declarado defender as instituições, Marinho cobrou imparcialidade da Justiça e questionou o tratamento dado à família Bolsonaro.
“Eu quero muito que o Judiciário brasileiro seja um exemplo de imparcialidade”, declarou.
Ao longo da fala, o senador ainda classificou o governo Lula como autoritário e afirmou que a oposição precisa defender a liberdade, a Constituição e o respeito às diferenças políticas.
A articulação para a Presidência do Senado envolve também a tentativa do PL de construir um entendimento com a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que tem sido mencionada nas conversas sobre a disputa. O atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre, também está no centro das negociações políticas para a próxima eleição.





