Cão Orelha: investigação aponta adolescente e envia inquérito ao Ministério Público de SC

Foto: Divulgação
Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, um adolescente foi apontado como responsável pela agressão. O animal sofreu ferimentos provocados por um objeto contundente, que podem ter sido causados por chutes, golpes com garrafa ou até mesmo com uma barra de ferro. Orelha chegou a ser levado a uma clínica veterinária, mas, devido à gravidade das lesões, foi submetido à eutanásia no dia seguinte.
O laudo veterinário apontou lesões graves no crânio e fraturas, confirmando que o cão foi vítima de violência. O médico veterinário responsável pelo atendimento descartou a possibilidade de os ferimentos terem sido causados por um acidente.
O caso do cão Orelha ganhou repercussão internacional pela crueldade como foi agredido e morto no dia 4 de janeiro, na Praia Brava, em Santa Catarina. Orelha era um cachorro comunitário que vivia na região havia cerca de dez anos e era conhecido e querido por moradores e visitantes.
A Polícia Civil instaurou inquérito e cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências dos adolescentes suspeitos e de seus responsáveis legais. Três adultos, familiares dos jovens, foram indiciados por tentativa de coagir testemunhas, com o objetivo de atrapalhar o andamento da investigação.
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Inquérito concluído
Nesta terça-feira (3), o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC). O órgão deve propor ação de apuração de ato infracional, já que o principal suspeito é menor de idade. A Polícia Civil também solicitou a internação do adolescente.
Outros quatro adolescentes foram incluídos na investigação por suspeita de envolvimento em uma tentativa de afogamento de um segundo cachorro, chamado Caramelo.
O caso gerou ampla repercussão em todo o Brasil, com protestos e campanhas nas redes sociais pedindo “Justiça por Orelha”.
Manifestações no Brasil e no exterior
Em Manaus, grupos de proteção animal também realizaram manifestações em apoio ao cão. O episódio ultrapassou as fronteiras do país e mobilizou até celebridades internacionais. O ator Paul Wesley, por exemplo, utilizou suas redes sociais para pedir justiça pelo caso.
Organizações de defesa animal também solicitaram que a Polícia Federal assuma as investigações, alegando possíveis falhas na apuração local e risco de impunidade.






