Simeia da Silva Nunes, 33, foi morta a tiros em Carpina, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, após ser agredida pelo companheiro, identificado como o policial militar Jáleson de Santana Freitas, de 37 anos.
Imagens de câmera de segurança mostram que ela e o companheiro estavam num bar, às 19h35, quando se desentenderam. O homem empurra a mulher, que se desequilibra e cai, batendo o rosto num batente de cimento que há no estabelecimento.
Ao ficar de pé, Simeia caminha em direção à saída, volta em direção ao interior do bar ao ver o companheiro levantar e, depois, segue novamente para a porta do estabelecimento.
Ao passar por ele, o homem dá um tapa na parte de trás da cabeça dela, segura a promotora de vendas pelos cabelos e dá uma rasteira, fazendo com que ela caia de costas no chão.
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Depois, as imagens mostram que ele dá ao menos dois chutes no rosto dela e bate a cabeça da mulher no chão algumas vezes.
Segundo a polícia, a vítima saiu do estabelecimento e pediu um mototáxi. Câmeras do lado de fora do bar mostram Simeia esperando pelo transporte na esquina do estabelecimento, às 19h43.
Enquanto o motociclista que transportaria a mulher se aproxima dela pelo lado esquerdo, a câmera de segurança mostra um carro, que seria conduzido pelo companheiro dela, descer a rua pelo lado direito. Ao passar pela dupla, o motorista efetua disparos. Os tiros atingem Simeia e o motociclista. O condutor do veículo fugiu do local.
A gravação mostra que Simeia tenta correr, mas cai no meio da rua. Ela foi baleada no peito. O condutor da moto, de 38 anos, caminha com dificuldade em direção ao bar. Ele foi ferido no braço e na coxa esquerda.
Simeia foi socorrida e levada para a Unidade Mista Francisco de Assis Chateaubriand, em Carpina, mas chegou sem vida ao hospital.
O mototaxista recebeu os primeiros socorros na unidade de saúde e, em seguida, foi transferido para outro hospital, o estado dele é estável
De acordo com a Polícia Civil, um inquérito foi aberto pela 11ª Delegacia Seccional de Carpina como feminicídio consumado e tentativa de homicídio.
A Polícia Militar afirmou, em nota, que as diligências para encontrar o policial suspeito do crime permanecem sendo realizadas na região.
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