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Mulheres presas vendiam mounjaro com prescrição de médica veterinária em Manaus, diz delegado

A ação foi coordenada pelo 18º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e concentrou as buscas no bairro Novo Israel, na zona Norte da capital
09/01/26 às 16:27h
Mulheres presas vendiam mounjaro com prescrição de médica veterinária em Manaus, diz delegado

(Foto: Divulgação)

A Polícia Civil do Amazonas deflagrou, na manhã desta sexta-feira (9), a Operação Protocolo Paralelo, que resultou na prisão de pessoas envolvidas em um esquema ilegal de venda e prescrição de medicamentos controlados, comercializados principalmente por meio de redes sociais, em Manaus.

De acordo com o delegado Rodolfo Santana, a investigação teve início após denúncias sobre a venda irregular de medicamentos injetáveis amplamente divulgados na internet.

“Hoje nós deflagramos a Operação Protocolo Paralelo, em que estávamos buscando a venda de medicamentos de forma irregular por meio de redes sociais. Medicamentos que estão na moda hoje, como o tirzepatida, conhecido comercialmente como Mounjaro, além de outros injetáveis”, afirmou.

Prescrição irregular por veterinária

Segundo a Polícia Civil, durante as investigações foi constatado que os medicamentos eram prescritos por uma médica veterinária, o que configura exercício ilegal da medicina.

“A gente investigou e chegou à conclusão de que a pessoa que prescrevia esses medicamentos injetáveis era uma médica veterinária. Ela utilizava o número do CRMV, mas na etiqueta aparecia somente o CRM, induzindo o consumidor a erro”, explicou o delegado.

Ainda conforme a autoridade policial, os produtos já eram vendidos prontos para aplicação, prática considerada extremamente grave do ponto de vista sanitário.

“Com isso, ela vendia a tirzepatida já fracionada, juntamente com outros medicamentos injetáveis”, completou.


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Prisões

A Justiça autorizou três mandados de busca e apreensão e três prisões temporárias. Durante a operação, todos os medicamentos irregulares foram localizados e apreendidos.

“Nós pedimos três buscas e três prisões. Conseguimos encontrar todos os medicamentos e as pessoas envolvidas já estão presas”, disse Rodolfo Santana.

Os suspeitos devem responder por organização criminosa, exercício ilegal da medicina, falsidade ideológica e crime contra a saúde pública.

“É um crime de perigo coletivo, um crime de onda, e por isso foi solicitada a prisão temporária por 30 dias”, destacou o delegado.