
Líder religioso dizia pertencer a facção para ameaçar vítimas de estupro em Manacapuru
O líder religioso, Marcos Avelino Lima, de 45 anos, afirmou pertencer à facção criminosa para ameaçar as vítimas e impedir que elas o denunciassem por estupro. O homem estava sendo procurado por dois casos de estupro contra duas mulheres, de 18 e 26 anos, ocorridos no município de Manacapuru, no interior do Amazonas.
A informação foi divulgada, nesta quinta-feira (28/08), pela Joyce Coelho, titular da Delegacia Especializada de Polícia (DEP) do município.
“Após o reconhecimento do autor, a vítima compareceu à delegacia para registrar o Boletim de Ocorrência (BO), e as investigações foram intensificadas. Durante o processo, descobrimos que o homem havia se apresentado como membro de um grupo criminoso e que era faccionado, utilizando esse argumento para intimidar a vítima. A partir dessa informação, descobrimos que ele havia cometido um crime similar, em 2018, contra uma mulher, de 26 anos”, relatou a delegada.
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Investigações
As investigações começaram após a denúncia de uma jovem, de 18 anos, que relatou ter sido vítima de abuso por parte do homem. Ela havia solicitado um serviço de mototáxi, e o motorista desviou o trajeto, levando-a para um local onde, sob ameaça, cometeu a violência. Com base nessa denúncia, as diligências foram iniciadas.
“Este homem, que é conhecido como líder de um grupo religioso, estava sendo investigado. Após a divulgação de sua imagem como procurado, ele se apresentou à delegacia acompanhado de um advogado, por volta das 18h, de ontem. Nesse momento, cumprimos o mandado de prisão preventiva expedido contra ele”, explicou Joyce Coelho.
Suspeito reconhecido
A delegada informou que, em 2024, o homem, prestando serviços de mototáxi, foi solicitado pela jovem para uma corrida. Durante o trajeto, ele desviou o caminho, levou a jovem para um hotel e, sob ameaça, cometeu o abuso. Após o ocorrido, a vítima relatou o fato à sua família, forneceu a descrição do autor, e com a ajuda de seu irmão, conseguiu identificá-lo ao obter informações nos pontos de mototáxi da região.
“Após o reconhecimento do autor, a vítima compareceu à delegacia para registrar o Boletim de Ocorrência (BO), e as investigações foram intensificadas. Durante o processo, descobrimos que o homem havia se apresentado como membro de um grupo criminoso e que era faccionado, utilizando esse argumento para intimidar a vítima. A partir dessa informação, descobrimos que ele havia cometido um crime similar, em 2018, contra uma mulher, de 26 anos”, relatou a delegada.
Ameaças
A autoridade policial detalhou que, no caso de 2018, o homem usou ameaças para coagir a vítima, incluindo a ameaça de morte caso ela o denunciasse. Isso evidenciou o padrão de comportamento dele para manter suas vítimas em silêncio. Além disso, foi confirmado que em 2020, ele foi preso por envolvimento em um outro caso de abuso contra uma adolescente de 15 anos.
“A adolescente foi abordada por meio de uma rede social, onde o homem se passou por outra pessoa e, se fazendo passar por homossexual, conseguiu atrair a jovem para um encontro. Ao chegar no local combinado, ela descobriu que estava diante do indivíduo, que então a violentou sexualmente de diversas maneiras, gerando um abuso de forma agressiva”, explicou a delegada.
Suspeito já havia sido preso
Joyce Coelho também disse que, em 2020, as investigações sobre este caso foram iniciadas, e o homem compareceu à delegacia de forma voluntária. Naquela ocasião, ele foi liberado, mas violou as condições impostas, o que resultou em sua prisão preventiva. O homem agora possui três inquéritos em aberto relacionados a estupro.
“Ele passou a ser procurado. E na noite de ontem, ele foi interrogado, mas permaneceu em silêncio e não respondeu às perguntas. Identificamos ainda vários casos de violência sexual em nossos arquivos com características semelhantes, e vamos continuar investigando para verificar se ele é responsável por outros crimes. Pedimos que, caso haja mais vítimas, elas se apresentem à delegacia para que possamos dar andamento às investigações”, concluiu Joyce Coelho.
Procedimentos
O homem responderá por estupro. Passará por audiência de custódia e ficará à disposição da Justiça.
