Irmão de vigilante que matou jovem diz que ele sofria ameaças e nega boatos sobre criança assediada

(Foto: Reprodução)
O irmão do vigilante Emerson, apontado como autor do feminicídio que vitimou Alana Arruda Pereira, de 25 anos, no bairro Betânia, zona Sul de Manaus, concedeu entrevista na qual apresenta a versão da família do suspeito sobre os acontecimentos que antecederam o crime.
Segundo ele, Emerson era conhecido na comunidade, trabalhava, tinha família constituída e mantinha boa convivência com os vizinhos. “Ele morava muitos anos ali no Betânia, nunca teve problema com ninguém. Todo mundo conhecia o Emerson”, afirmou. O familiar relatou ainda que, após uma confusão envolvendo a vítima, o vigilante teria ficado emocionalmente abalado e “obsessivo” com a situação.
Relato de ameaças
Na entrevista, o irmão afirma que Emerson passou a ser ameaçado após o desentendimento. De acordo com ele, Alana teria intimidado o vigilante repetidas vezes e mencionado a presença de homens armados. “Ela ameaçava a todo momento. Onde via ele, ficava provocando, jogando chaveco e ameaçando”, declarou.
Questionado sobre a motivação das ameaças, o entrevistado atribuiu o conflito ao comportamento da jovem quando consumia bebida alcoólica. Segundo ele, a confusão teria começado após agressões verbais partirem da vítima.
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Boato sobre criança é negado
Um dos pontos mais sensíveis abordados pelo irmão do vigilante diz respeito a rumores de que Emerson teria assediado uma criança da família de Alana. O familiar nega categoricamente a acusação e afirma que a situação foi distorcida.
Ele explicou que, no dia do ocorrido, Emerson saiu de casa para levar a esposa à igreja e teria apenas brincado com a criança, algo que, segundo ele, era comum no convívio entre as famílias.
“Mas aí, qual foi a história? Estava todo mundo da família lá na frente da casa dele, inclusive estava o sogro dele, a esposa, estava a cunhada, a mãe da Alana, os familiares lá, e o Emerson saiu para deixar a esposa dele na igreja, quando ele saiu para deixar a esposa dele na igreja, ele brincou com a criança, bora neném, com o titio, andar de moto, coisa que a criança era de convívio de todo mundo lá.
“Então o pessoal já começaram a enfatizar isso aí, já começaram a inventar uma história, dizendo que ele estava chamando a criança, sendo que não tem nada a ver isso aí”, disse o irmão de Emerson.
Origem da arma
Sobre a arma utilizada no crime, o irmão afirmou que a família desconhece a procedência. “Isso ele fez por conta própria. Ninguém sabe se a arma era dele ou não. Cabe à polícia investigar”, declarou.
O entrevistado reconheceu que Emerson foi orientado por familiares a evitar novas confusões, mas afirmou que as supostas ameaças teriam continuado. “Ele ficou paranoico com isso e acabou fazendo uma besteira”, disse.
Investigação
O crime ocorreu na rua Jorge Gomes, no bairro Betânia. O vigilante foi detido por equipes da Polícia Civil logo após o feminicídio e o caso segue sob investigação.
A Polícia reforça que todas as versões apresentadas, inclusive a do irmão do suspeito, serão analisadas durante o inquérito, que irá esclarecer a motivação, a dinâmica do crime e a origem da arma utilizada.






