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Golpes em 2026: veja como se proteger de fraudes na internet

O início de 2026 chega com um alerta vermelho na segurança digital: o Brasil enfrenta uma “epidemia” de golpes e fraudes online
18/01/26 às 16:00h
Golpes em 2026: veja como se proteger de fraudes na internet

(Foto: Freepik)

O início de 2026 chega com um alerta vermelho na segurança digital: o Brasil enfrenta uma “epidemia” de golpes e fraudes online. De acordo com números citados no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o país registra aproximadamente quatro golpes por minuto, um volume que evidencia como o crime migrou de vez para o ambiente digital.

O cenário é impulsionado por uma combinação de fatores, mas um deles ganhou peso decisivo: a popularização de softwares e aplicativos com uso de inteligência artificial, que passaram a ser explorados e refinados por grupos criminosos. Na prática, o golpe deixou de ser “genérico” e virou personalizado, com roteiro, urgência e até simulação de voz e imagem.

Estelionato eletrônico vira o novo “crime do dia a dia”

O termo estelionato eletrônico passou a aparecer com frequência em boletins de ocorrência e no vocabulário popular. No conteúdo citado, dados da Serasa Experian apontam que as tentativas de fraude cresceram mais de 22% no início do último período de 2025, atingindo mais de 9 milhões de pessoas — um recorde.

Já estimativas da Febraban mencionadas no texto indicam prejuízo acima de R$ 35 bilhões e apontam que 4 em cada 10 brasileiros já sofreram alguma tentativa de fraude na internet.

O ponto central é que o golpe atual não depende apenas de vírus ou “programa malicioso”. Ele se apoia em engenharia social: mensagens que acionam gatilhos emocionais, com tom de urgência, ameaça de bloqueio, “promoção imperdível” ou pedido de ajuda.

E há um agravante: ataques modernos já usam áudios e vídeos sintéticos (deepfakes) para simular familiares, empresas, bancos e até supostos atendentes, o que torna a fraude mais convincente e mais difícil de detectar.


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WhatsApp ainda é o epicentro dos golpes

Com presença massiva no Brasil (o conteúdo cita 99% dos celulares e cerca de 160 milhões de usuários), o WhatsApp virou o canal preferido de criminosos para aplicar golpes.

Um dos ataques mais comuns é a clonagem/invasão da conta. A pergunta que muita gente faz é: como os golpistas têm nomes, contatos e detalhes pessoais?

A resposta, segundo o texto, passa por vazamentos de dados e pela compra de listas ilegais (inclusive em ambientes como a dark web). Com essas informações, os criminosos criam uma história sob medida, e aí vem o golpe clássico: depois de invadir a conta, passam a pedir dinheiro aos contatos da vítima, em uma espécie de extorsão via mensagens.

Além disso, também cresce a chantagem com ameaça de vazamento de dados e imagens, prática que costuma se apoiar na sensação de medo e pressa para forçar a vítima a agir sem confirmar nada.

Foto: Freepik

Como não cair em golpes na internet em 2026

A melhor defesa é a prevenção. A regra de ouro é simples: qualquer pedido de dinheiro, senha, código ou dado pessoal fora do padrão deve ser tratado como suspeito.

Checklist prático de proteção:

  • Ative autenticação em dois fatores (2FA) em WhatsApp, e-mail e redes sociais.
  • Desconfie de links (mesmo que venham “de conhecido”). Se precisar, confirme por outro canal.
  • Não compartilhe códigos recebidos por SMS/app (eles são a chave para invasões).
  • Evite senhas salvas automaticamente em dispositivos compartilhados.
  • Atualize celular e computador (muitas fraudes exploram falhas antigas).
  • Cuidado com “benefício bom demais”: prêmio, vaga, investimento, “taxa para liberar”.
  • Não envie dados sensíveis por chat (documentos, selfies, senhas, chaves, códigos).
  • Quebre o senso de urgência: golpista quer que você aja antes de pensar.

Dica que salva: recebeu pedido de ajuda/PIX de um amigo ou parente? Ligue ou faça chamada de vídeo e peça um detalhe que só a pessoa saberia. Se a história não se sustenta, é golpe.

Fui vítima de estelionato pela internet: o que fazer?

Se você caiu em golpe, agir rápido ajuda, mas agir certo ajuda ainda mais.

1) Não apague o conteúdo

A primeira reação costuma ser bloquear e apagar. Mas o ideal é preservar provas antes. No ambiente digital, mensagens podem sumir, ser editadas ou deletadas. Sem registro, fica difícil investigar e responsabilizar.

2) Procure os órgãos competentes

Depois, busque uma delegacia especializada (quando houver) ou use os canais online da Polícia Civil do seu estado para registrar a ocorrência, anexando tudo que você já conseguiu reunir.

O texto também menciona canais como:

  • Disque 100 (violações de direitos humanos)
  • Disque 181 (denúncias anônimas gerais)

3) Registre as provas de forma adequada (não só print)

Aqui está um ponto crucial: no entendimento jurídico citado no texto, especialmente em decisões do STJ, prints isolados podem ser questionados por serem facilmente manipuláveis.

Por isso, a orientação é reunir evidências de forma mais robusta, preservando a integridade do material e, quando possível, registrando elementos técnicos que sustentem a autenticidade:

  • data e hora,
  • contexto da conversa,
  • links completos,
  • e outras informações que ajudem a rastrear a origem.

O conteúdo menciona a importância da cadeia de custódia, que é o “histórico” de como a prova foi coletada, reduzindo a chance da defesa alegar que houve alteração.

Como coletar provas de maneira mais confiável

Você pode montar um “dossiê” simples e organizado, com:

  • prints com a tela inteira (incluindo data/hora),
  • gravação de tela rolando a conversa,
  • links copiados (colados em bloco de notas),
  • comprovantes (PIX, TED, boleto, recibos),
  • nomes, números, perfis e chaves usadas no golpe,
  • e qualquer e-mail/SMS recebido.

Se o golpe envolveu banco, cartão ou PIX, também vale guardar:

  • protocolo de atendimento,
  • conversas com suporte,
  • e dados do recebedor (quando aparecerem).