Golpes em 2026: veja como se proteger de fraudes na internet

(Foto: Freepik)
O início de 2026 chega com um alerta vermelho na segurança digital: o Brasil enfrenta uma “epidemia” de golpes e fraudes online. De acordo com números citados no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o país registra aproximadamente quatro golpes por minuto, um volume que evidencia como o crime migrou de vez para o ambiente digital.
O cenário é impulsionado por uma combinação de fatores, mas um deles ganhou peso decisivo: a popularização de softwares e aplicativos com uso de inteligência artificial, que passaram a ser explorados e refinados por grupos criminosos. Na prática, o golpe deixou de ser “genérico” e virou personalizado, com roteiro, urgência e até simulação de voz e imagem.
Estelionato eletrônico vira o novo “crime do dia a dia”
O termo estelionato eletrônico passou a aparecer com frequência em boletins de ocorrência e no vocabulário popular. No conteúdo citado, dados da Serasa Experian apontam que as tentativas de fraude cresceram mais de 22% no início do último período de 2025, atingindo mais de 9 milhões de pessoas — um recorde.
Já estimativas da Febraban mencionadas no texto indicam prejuízo acima de R$ 35 bilhões e apontam que 4 em cada 10 brasileiros já sofreram alguma tentativa de fraude na internet.
O ponto central é que o golpe atual não depende apenas de vírus ou “programa malicioso”. Ele se apoia em engenharia social: mensagens que acionam gatilhos emocionais, com tom de urgência, ameaça de bloqueio, “promoção imperdível” ou pedido de ajuda.
E há um agravante: ataques modernos já usam áudios e vídeos sintéticos (deepfakes) para simular familiares, empresas, bancos e até supostos atendentes, o que torna a fraude mais convincente e mais difícil de detectar.
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WhatsApp ainda é o epicentro dos golpes
Com presença massiva no Brasil (o conteúdo cita 99% dos celulares e cerca de 160 milhões de usuários), o WhatsApp virou o canal preferido de criminosos para aplicar golpes.
Um dos ataques mais comuns é a clonagem/invasão da conta. A pergunta que muita gente faz é: como os golpistas têm nomes, contatos e detalhes pessoais?
A resposta, segundo o texto, passa por vazamentos de dados e pela compra de listas ilegais (inclusive em ambientes como a dark web). Com essas informações, os criminosos criam uma história sob medida, e aí vem o golpe clássico: depois de invadir a conta, passam a pedir dinheiro aos contatos da vítima, em uma espécie de extorsão via mensagens.
Além disso, também cresce a chantagem com ameaça de vazamento de dados e imagens, prática que costuma se apoiar na sensação de medo e pressa para forçar a vítima a agir sem confirmar nada.

Como não cair em golpes na internet em 2026
A melhor defesa é a prevenção. A regra de ouro é simples: qualquer pedido de dinheiro, senha, código ou dado pessoal fora do padrão deve ser tratado como suspeito.
Checklist prático de proteção:
- Ative autenticação em dois fatores (2FA) em WhatsApp, e-mail e redes sociais.
- Desconfie de links (mesmo que venham “de conhecido”). Se precisar, confirme por outro canal.
- Não compartilhe códigos recebidos por SMS/app (eles são a chave para invasões).
- Evite senhas salvas automaticamente em dispositivos compartilhados.
- Atualize celular e computador (muitas fraudes exploram falhas antigas).
- Cuidado com “benefício bom demais”: prêmio, vaga, investimento, “taxa para liberar”.
- Não envie dados sensíveis por chat (documentos, selfies, senhas, chaves, códigos).
- Quebre o senso de urgência: golpista quer que você aja antes de pensar.
Dica que salva: recebeu pedido de ajuda/PIX de um amigo ou parente? Ligue ou faça chamada de vídeo e peça um detalhe que só a pessoa saberia. Se a história não se sustenta, é golpe.
Fui vítima de estelionato pela internet: o que fazer?
Se você caiu em golpe, agir rápido ajuda, mas agir certo ajuda ainda mais.
1) Não apague o conteúdo
A primeira reação costuma ser bloquear e apagar. Mas o ideal é preservar provas antes. No ambiente digital, mensagens podem sumir, ser editadas ou deletadas. Sem registro, fica difícil investigar e responsabilizar.
2) Procure os órgãos competentes
Depois, busque uma delegacia especializada (quando houver) ou use os canais online da Polícia Civil do seu estado para registrar a ocorrência, anexando tudo que você já conseguiu reunir.
O texto também menciona canais como:
- Disque 100 (violações de direitos humanos)
- Disque 181 (denúncias anônimas gerais)
3) Registre as provas de forma adequada (não só print)
Aqui está um ponto crucial: no entendimento jurídico citado no texto, especialmente em decisões do STJ, prints isolados podem ser questionados por serem facilmente manipuláveis.
Por isso, a orientação é reunir evidências de forma mais robusta, preservando a integridade do material e, quando possível, registrando elementos técnicos que sustentem a autenticidade:
- data e hora,
- contexto da conversa,
- links completos,
- e outras informações que ajudem a rastrear a origem.
O conteúdo menciona a importância da cadeia de custódia, que é o “histórico” de como a prova foi coletada, reduzindo a chance da defesa alegar que houve alteração.
Como coletar provas de maneira mais confiável
Você pode montar um “dossiê” simples e organizado, com:
- prints com a tela inteira (incluindo data/hora),
- gravação de tela rolando a conversa,
- links copiados (colados em bloco de notas),
- comprovantes (PIX, TED, boleto, recibos),
- nomes, números, perfis e chaves usadas no golpe,
- e qualquer e-mail/SMS recebido.
Se o golpe envolveu banco, cartão ou PIX, também vale guardar:
- protocolo de atendimento,
- conversas com suporte,
- e dados do recebedor (quando aparecerem).






