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Quando substituir barbeador, lençóis e outros itens de higiene? Veja o guia completo

Negligência com a troca pode acarretar em complicações sérias na saúde
17/03/26 às 10:08h
Quando substituir barbeador, lençóis e outros itens de higiene? Veja o guia completo

(Foto: Reprodução / Freepik)

Você sabia que aquele item que você usa todo dia pode estar escondendo riscos à sua saúde? Escova de dentes, roupas íntimas, esponja de banho e outros objetos têm prazo de validade, e ignorar a troca regular pode trazer consequências que vão muito além do desconforto.

Pensando nisso, reunimos as orientações de especialistas para você saber o momento certo de substituir cada um deles.

Escova de dentes: a cada 3 meses

A campeã de dúvidas na hora da troca é a escova de dentes. E a resposta é unânime entre os dentistas: o prazo ideal é de três meses.

A recomendação da odontologia é que, quando as cerdas começam a ficar deformadas e perdem a eficiência na remoção de sujeira dos cantos entre os dentes, é hora de trocá-la.

Estudos mostram que uma escova desgastada pode deixar de remover até 30% da placa bacteriana. Além disso, o acúmulo de bactérias e fungos nas cerdas velhas pode aumentar as chances de infecções bucais.

Sinais de alerta:

(Foto: Reprodução)

Cerdas abertas, deformadas ou curvadas, queda de eficiência na limpeza. Após gripes, resfriados ou infecções na garganta (para evitar reinfecção).

Dica de conservação: Lave bem a escova em água corrente após o uso e guarde-a em pé, em local arejado, para que seque completamente. Evite recipientes fechados e contato com outras escovas.

Lâminas de barbear ou depilação: a cada 5 a 10 usos

(Foto: Reprodução)

As lâminas de barbear são itens que muita gente esquece de trocar até sentir a pele irritada. Diferente de outros produtos, o prazo não é contado em meses, mas sim em usos. Especialistas recomendam a substituição da lâmina a cada 5 a 10 barbeamentos, dependendo da espessura dos pelos e da frequência de uso. A Academia Americana de Dermatologistas sugere a troca após cinco a sete utilizações.

Sinais de alerta

A lâmina começa a puxar os pelos em vez de cortá-los suavemente, é necessário aplicar mais pressão para conseguir um barbear rente, a pele fica irritada ou vermelha após o uso, ou a barra lubrificante (presente em muitos modelos) está no fim.

Dica de conservação: Enxágue bem a lâmina em água corrente após cada passada, sacuda o excesso de água e deixe secar naturalmente, nada de secar na toalha, pois isso danifica as lâminas. Guarde em local seco. Para quem depila as pernas, a frequência de troca pode variar: se depila diariamente, troque a cada uma ou duas semanas; se depila dia sim, dia não, a cada duas ou três semanas.

Roupas íntimas: a cada 6 meses a 1 ano

Calcinhas e cuecas estão em contato direto com regiões sensíveis do corpo e acumulam bactérias mesmo após a lavagem. Além da troca diária das peças íntimas, especialistas em dermatologia e ginecologia recomendam a substituição a cada seis meses a um ano, ou antes se apresentarem manchas persistentes, perda de elasticidade ou tecido desgastado.

O acúmulo de resíduos mesmo após a lavagem pode contribuir para irritações e infecções, especialmente em pessoas com pele sensível.

Fronhas e lençóis: a cada 1 a 2 anos

Passamos um terço do dia na cama, e fronhas acumulam óleo da pele, células mortas e ácaros. Especialistas em saúde e higiene recomendam substituir jogos de cama a cada um ou dois anos, ou quando o tecido começar a ficar fino e desgastado.

Fatores como a qualidade do tecido também entram em cena. Tecidos como linho aumentam a durabilidade da peça para até 5 anos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ambientes com alta concentração de ácaros podem desencadear crises alérgicas e problemas respiratórios, especialmente em crianças e idosos.


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Toalhas de banho: a cada 2 anos

Toalhas perdem a maciez e a capacidade de absorção com o tempo. O acúmulo de resíduos de amaciantes e bactérias também justifica a troca a cada dois anos. Fique atento ao cheiro de mofo persistente mesmo após a lavagem, isso indica que as fibras já acumularam fungos que não saem mais com a lavagem comum.

Esponja de cozinha: a cada 15 dias

A esponja de cozinha é um dos objetos mais contaminados da casa. Estudos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostram que ela pode abrigar mais bactérias que o vaso sanitário, incluindo coliformes fecais e salmonela.

A recomendação é trocar a cada 15 dias ou, no máximo, uma vez por mês. Para prolongar a vida útil, especialistas sugerem higienizá-la diariamente: após o uso, lave bem com sabão, torça e deixe secar em local arejado. Uma vez por semana, ferva a esponja por 3 minutos ou leve ao micro-ondas (úmida) por 1 minuto para eliminar bactérias.

Sutiãs: a cada 6 meses a 1 ano

Sutiãs perdem a elasticidade e a sustentação com o uso frequente. Especialistas em moda íntima recomendam ter vários modelos em rotação e substituir a cada seis meses a um ano, ou quando as alças não se ajustam mais adequadamente e o bojo perde a forma original.

O uso prolongado de sutiãs muito desgastados pode causar dores nas costas e má postura, além de não oferecer o suporte necessário para a saúde das mamas.

Importância das trocas

Manter esses itens dentro do prazo de validade não é frescura, é cuidado com a saúde. No caso das escovas de dentes, por exemplo, o acúmulo de placa bacteriana pode resultar em cáries, gengivite e até problemas mais graves como periodontite, que já foi associada a doenças cardíacas e diabetes, segundo a Associação Americana do Coração.

Já roupas íntimas e toalhas velhas podem contribuir para infecções e alergias de pele, enquanto esponjas de cozinha contaminadas são uma das principais causas de contaminação cruzada na cozinha, alerta a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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