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Pesquisa diz que brasileiro se interessa mais por aborto e traições do que com corrupção na hora do voto

Pesquisa revela que temas como aborto, corrupção e comportamento pessoal ainda dividem o eleitorado e devem influenciar na decisão
22/04/26 às 18:45h
Pesquisa diz que brasileiro se interessa mais por aborto e traições do que com corrupção na hora do voto

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Uma pesquisa do Real Time Big Data, divulgada no início de abril deste ano, indica que temas morais, como o aborto, têm maior peso na percepção do eleitor do que questões como corrupção na hora de decidir o voto.

Conforme o levantamento, que avalia a “Régua Moral” do brasileiro, valores morais seguem como fator decisivo, o que deve influenciar diretamente o cenário das eleições gerais de outubro.

O resultado expõe ainda como temas que envolvem aborto, traição, comportamento pessoal e outras subjetividades moldam a percepção sobre candidatos e suas propostas. A pesquisa também mostra que esses temas seguem polarizando o país.

Entre os assuntos considerados “imorais”, o aborto lidera, com 63%, seguido por casos extraconjugais (57%) e envolvimento em corrupção (56%). O dado chama atenção porque mistura questões privadas com práticas ilegais e revela que o eleitor tende a julgar caráter e conduta de forma ampla.

Por outro lado, há temas que a maioria não considera imorais, como uso de contraceptivos (81%), divórcio (81%) e consumo de álcool (79%). A homossexualidade também aparece com maior aceitação (63%), indicando mudanças sociais importantes, ainda que não unânimes.


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Contexto das eleições

Candidatos que conseguem explorar pautas morais tendem a mobilizar nichos específicos do eleitorado, mas isso revela um problema maior no debate público. Quando valores pessoais passam a pesar mais do que propostas e capacidade de gestão, a escolha política fica distorcida.

Na prática, o discurso moral nem sempre se sustenta: há casos de políticos que defendem esses valores enquanto acumulam envolvimento em escândalos, de corrupção a contradições na vida privada. Ainda assim, o apelo funciona.

O resultado é um desequilíbrio preocupante. Temas comportamentais acabam ocupando o espaço de discussões essenciais como economia, saúde, educação e segurança pública. Com isso, abre-se margem para campanhas baseadas mais em narrativa do que em soluções concretas.

Além disso, a polarização moral simplifica o debate, reduz questões complexas a uma divisão rasa entre “certo” e “errado”, o que empobrece a análise do eleitor e dificulta decisões mais racionais.

No fim, o voto deixa de ser guiado por competência e passa a refletir disputas de valores, um sinal de que o país ainda enfrenta dificuldades para separar convicções pessoais de escolhas políticas mais estratégicas.

Metodologia

O levantamento utilizou entrevistas com uma amostra de 3.000 pessoas, selecionada por critérios como sexo, idade, renda e região, em todo o Brasil. A coleta de dados ocorreu entre os dias 30 de março e 1º de abril de 2026.

A pesquisa apresenta margem de erro de ±3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, o que garante alta confiabilidade aos resultados e representatividade do cenário nacional.

Foto: Reprodução
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