Jacqueline vira peça-chave no tabuleiro pós-eleição tampão no AM

(Foto: Danilo Mello/ Aleam)
A vereadora Jacqueline Pinheiro mantém o suspense sobre seu próximo movimento, em meio a um cenário que pode redesenhar forças tanto na Câmara Municipal quanto na Assembleia Legislativa. A indefinição não é por acaso. A parlamentar aguarda o desfecho da eleição tampão de 4 de maio, que tem como peça central o presidente da Aleam, Roberto Cidade. Caso ele avance ao Governo do Estado, abre-se uma vaga que pode catapultar Jacqueline diretamente ao cargo de deputada estadual titular já no dia seguinte ao pleito.
A fala curta e calculada da vereadora, ao afirmar para a Rede Onda Digital que só decidirá após o dia 4, ecoa como sinal de prudência política. Jacqueline mede não apenas o tempo de mandato, mas o alcance de poder. Na Aleam, teria projeção estadual até final de janeiro de 2027, já que os eleitos de 2026 serão empossados em 1º de fevereiro. Na Câmara, preserva uma base consolidada até 2028. A escolha, portanto, vai além do cargo: envolve território político, visibilidade e capital eleitoral para 2026.
O efeito dominó dessa decisão também movimenta outras peças. Se Jacqueline migrar, abre espaço para o retorno de Caio André ao Legislativo municipal, mas ele deixou claro que segue na Secretaria de Cultura do Estado, então a vaga na Câmara tende a ficar com o suplente Neibe Araújo.





