Amazonas se prepara para seca e risco de desabastecimento

Foto: Defesa Civil AM/Divulgação
A previsão de uma forte estiagem no segundo semestre de 2026 já mobiliza autoridades e o setor produtivo no Amazonas. Diante do risco de impactos no abastecimento, na logística e nos custos operacionais, empresários foram orientados nesta segunda-feira (20) a antecipar compras e reforçar o planejamento para minimizar prejuízos e garantir a continuidade das atividades econômicas no estado.
Durante reunião com representante do setor, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio AM) recomendou que empresários antecipem compras e reforcem o planejamento para reduzir impactos econômicos.
O encontro reuniu lideranças do setor produtivo e autoridades, incluindo representantes da Defesa Civil do Amazonas, que apresentou dados preocupantes sobre o cenário climático. Segundo o órgão, há indícios de eventos extremos mais frequentes, com possível influência do El Niño, que pode intensificar a seca e elevar as temperaturas.
Entre os principais riscos apontados estão dificuldades na navegação dos rios, fundamentais para o transporte na região, aumento nos custos logísticos, desabastecimento e crescimento das queimadas, além de impactos na saúde pública.
Para o presidente da Fecomércio-AM, Aderson Frota, o momento exige preventiva. “A sinalização de uma nova estiagem reforça a necessidade de planejamento para evitar prejuízos e proteger as empresas”, destacou.
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Dessa maneira, a orientação é agir antes que os efeitos da seca se agravem. A articulação entre setor público e privado também foi destacada como essencial para garantir respostas rápidas e minimizar danos.
Diante de um cenário cada vez mais desafiador, a estiagem deixa de ser apenas um fenômeno natural e passa a exigir adaptação estratégica de toda a cadeia econômica no Amazonas.
Impactos
Por ser um período prolongado de pouca ou nenhuma chuva, que reduz o nível dos rios, a estiagem afeta diretamente o equilíbrio ambiental. Na região da Amazônia, ela costuma ocorrer entre os meses de julho e outubro, podendo se intensificar em anos com influência do El Niño.
No Amazonas, os impactos são significativos: rios mais baixos dificultam o transporte de mercadorias e pessoas, comprometem o abastecimento de alimentos e combustíveis e elevam os custos logísticos.
Além disso, há aumento das queimadas, piora na qualidade do ar e riscos à saúde da população, especialmente em áreas mais isoladas que dependem dos rios como principal via de acesso.





