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Escolas terão ensino obrigatório sobre prevenção à violência contra mulher

Governo regulamenta aplicação da Lei Maria da Penha na educação básica e amplia ações contra violência de gênero
26/03/26 às 14:48h
Escolas terão ensino obrigatório sobre prevenção à violência contra mulher

Foto: Sumaia Vilela / Agência Brasil

Os ministérios da Educação e das Mulheres regulamentaram, nesta quarta-feira (25), a aplicação da Lei Maria da Penha nas escolas brasileiras. A medida prevê a inclusão de conteúdos sobre prevenção à violência contra mulheres, crianças e adolescentes nos currículos da educação básica.

A iniciativa, prevista na Lei nº 14.164/2021, determina que materiais didáticos e atividades pedagógicas abordem direitos humanos e combate à violência de forma adequada a cada etapa de ensino.

O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou que a proposta busca formar novas gerações com base no respeito e na igualdade. Segundo ele, a educação é ferramenta essencial para reduzir a violência de gênero no país.

Durante o evento, realizado na Universidade de Brasília, também foi assinado um protocolo para orientar instituições públicas de ensino superior no acolhimento de vítimas e no enfrentamento da violência de gênero no ambiente acadêmico.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, afirmou que a medida fortalece políticas de proteção e amplia o debate dentro e fora das salas de aula, incluindo cursos de graduação e pós-graduação.

Além disso, o governo anunciou a ampliação do Programa Mulheres Mil, voltado à qualificação profissional e inclusão de mulheres em situação de vulnerabilidade, como parte das ações do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio.

A expectativa é que a medida contribua para a formação de uma sociedade mais consciente e para a redução da violência contra mulheres no longo prazo.


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Alerta

A violência contra a mulher segue com  números altos no Brasil. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública registraram 1.568 vítimas de feminicídio em 2025, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior.

O feminicídio, assassinato de mulheres por motivo de gênero, ainda apresenta ocorrências frequentes dentro do próprio ambiente doméstico. A maioria das vítimas é morta por parceiros ou ex-companheiros.

Apesar de avanços legais, como a Lei Maria da Penha, especialistas apontam que a violência continua sendo subnotificada e agravada por fatores como dependência financeira, medo de denunciar e falta de acesso a redes de proteção.

Além disso, o problema afeta mulheres de forma desigual, atingindo com mais intensidade aquelas em situação de vulnerabilidade social.

Hoje, o principal desafio no país é ampliar a prevenção, fortalecer políticas públicas e garantir proteção efetiva às vítimas, especialmente nos primeiros sinais de violência.

Com informações da Agência Brasil.

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