Demência frontotemporal: entenda a rara doença do ator Bruce Willis

(Foto: reprodução)
A demência frontotemporal (DFT) é um tipo de demência rara, que se tornou mais conhecida depois que o ator Bruce Willis, de 71 anos, foi diagnosticado com a condição em 2022. Devido a doença, o ator precisou se afastar de Hollywood e hoje vive em casa com a família, que já relatou que o astro já não reconhece os próprios familiares. Devido a raridade da DFT, a família já anunciou que o cérebro de Bruce Willis será doado para futuras pesquisas médicas. Mas o que há de tão raro nessa condição?
A demência frontotemporal que provoca danos progressivos nos lobos frontal e temporal do cérebro, áreas ligadas ao comportamento, linguagem e movimentos. O problema costuma surgir mais cedo que outros tipos de demência, atingindo principalmente pessoas entre 45 e 64 anos.
A condição causa piora gradual dos sintomas ao longo do tempo e pode comprometer a autonomia do paciente. Em casos avançados, pode ser necessário acompanhamento integral e cuidados permanentes.

Entre os principais sinais estão mudanças bruscas de personalidade, impulsividade, falta de empatia, desinteresse por outras pessoas, comportamentos repetitivos e negligência com a higiene pessoal. Também podem surgir alterações alimentares, aumento do interesse sexual e dificuldade para controlar emoções.
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A doença ainda pode afetar a comunicação, causando problemas para falar, escrever, ler ou compreender conversas. Em alguns casos, há sintomas motores, como rigidez, tremores, quedas frequentes, perda de equilíbrio e dificuldade para caminhar.
Especialistas apontam que a causa exata ainda não é totalmente conhecida, mas o acúmulo anormal de proteínas no cérebro está entre os principais fatores associados. Parte dos casos também pode ter origem genética, principalmente em pessoas com histórico familiar da doença.
Não há cura para a demência frontotemporal, mas o diagnóstico precoce pode ajudar no controle dos sintomas, no planejamento familiar e na qualidade de vida do paciente. A recomendação é procurar avaliação médica diante de mudanças comportamentais ou cognitivas persistentes.
(*)Com informações do Alzheime’s Society





