Defesa de Bolsonaro alega ‘riscos elevados de morte’ em novo pedido de prisão domiciliar

(Foto: Ton Molina/STF)
O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (10/2), nas redes sociais, que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pretende apresentar um novo pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para a concessão de prisão domiciliar.
Segundo ele, a solicitação será baseada em comorbidades apontadas em laudo da Polícia Federal e em relatório do médico assistente, sob o argumento de que Bolsonaro enfrenta “riscos elevados de morte”.
De acordo com o laudo médico elaborado por uma junta da Polícia Federal e enviado ao STF, o ex-presidente apresenta doenças crônicas como hipertensão arterial, apneia do sono, obesidade clínica, aterosclerose, refluxo gastroesofágico, queratose actínica e aderências intra-abdominais decorrentes de cirurgias anteriores. Os peritos, no entanto, afirmam que o quadro de saúde está estável, sob controle clínico, e não indica necessidade de internação hospitalar.
O documento também conclui que Bolsonaro pode permanecer no sistema prisional, desde que haja acompanhamento médico e medidas preventivas adequadas, e descarta diagnóstico de depressão, argumento já utilizado pela defesa em pedidos anteriores.
A análise do novo pedido caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos envolvendo o ex-presidente no STF. Jair Bolsonaro está preso desde 22 de novembro, após tentativa de violar a tornozeleira eletrônica, e atualmente cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado.

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A análise do novo pedido caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos envolvendo o ex-presidente no STF. Jair Bolsonaro está preso desde 22 de novembro, após tentativa de violar a tornozeleira eletrônica, e atualmente cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado.
*Com informações do Correio Braziliense.






