Alopecia: saiba mais sobre doença capilar de Virginia Fonseca e como tratar

Foto: Reprodução.
Recentemente, a influenciadora Virginia Fonseca revelou em suas redes sociais que está sofrendo de alopecia areata, uma condição que provoca queda de cabelo.
Em story no seu Instagram, Virginia disse que já iniciou tratamento para controlar a condição. Ela disse: “Apareceu uma alopécia em mim gente, de novo. Na época da base da WePink me surgiram três, tratei e ficou tudo certo! Agora com essa vou tratar e vai dar certo também, se Deus quiser”.
A fala dela volta a chamar atenção para a doença, que é mais comum do que se pensa. A alopecia é uma condição em que ocorre perda de cabelo ou de pelo em qualquer parte do corpo, podendo ser transitória ou definitiva.
Homens e mulheres podem sofrer com alopecia. No caso masculino, geralmente é a famosa calvície, que é hereditária e ligada aos hormônios masculinos.
Já o outro tipo muito comum da doença é a alopecia areata, a de Virginia, que é uma doença autoimune, ou seja, na qual o sistema imunológico (mecanismo de defesa natural) ataca o próprio corpo. As células ao redor do folículo capilar o atacam e impedem a produção de novos fios. Isso geralmente causa falhas arredondadas no couro cabeludo.
Outras famosas que assumiram sofrer com a doença são a apresentadora de TV Xuxa e a atriz norte-americana Jada Pinkett-Smith, esposa do astro de Hollywood, Will Smith.
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Para esclarecer sobre a doença, a Onda Digital falou com Suzi Maron, médica dermatologista, especialista em cosmiatria e abordagem tridimensional, speaker e palestrante internacional. Ela ressaltou que, apesar de afetar muito a autoimagem das mulheres, a alopecia tem cura. “A Virginia Fonseca trouxe visibilidade para um tema bem importante”, disse a médica.

Segundo a especialista, o diagnóstico precoce é apontado como essencial para reverter o quadro.
“É importante destacar que se trata de uma queda de cabelo reversível, se diagnosticada e tratada a tempo. Pode estar associada à predisposição genética, stress emocional, alterações imunológicas”, pontua.
O tratamento varia conforme a gravidade da doença e pode envolver diferentes abordagens, sempre com acompanhamento médico contínuo.
“O tratamento depende muito da extensão e intensidade da queda de cabelo. Vai desde aplicação de medicação em cima da área de falha, infiltração de medicação que é feita em consultório, medicamentos orais, injetáveis”, detalha.
Maron reforça que, apesar do impacto estético, a saúde capilar está ligada ao equilíbrio do organismo, e a busca por ajuda profissional deve ser imediata ao surgirem os primeiros sinais.
“O mais importante é acompanhar esse paciente, até o tratamento ter resultado satisfatório. Em muitos casos é possível recuperar totalmente os fios, especialmente quando o diagnóstico é feito da forma mais precoce possível.”





