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ENTREVISTA: “Impulsionamento da Indústria, Comércio e Serviços (PICS) vai transformar o Tocantins”, diz Beto Lima

Descrição: Entrevista Carlos Humberto de Lima e Silva, Secretário Estadual de Indústria, Comércio e Serviços

Carlos Humberto Duarte de Lima e Silva – conhecido popularmente como Beto Lima – exerce o cargo de Secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviços do Tocantins. Engenheiro Civil graduado pela Universidade Católica do Estado de Goiás (PUC Goiás) em 1993, é especializado em prospecção de águas subterrâneas e MBA em Gestão Empresarial. Comandou o grupo empresarial ao qual pertencem as concessionárias Autovia Fiat, com matriz em Palmas e filial em Gurupi.

O empresário tem vasta experiência em liderança e gestão e já ocupou cargos em instituições representativas e trabalhou defendendo os interesses da classe empresarial no Estado e já exerceu o cargo de presidente da Associação Comercial e Empresarial de Palmas (ACIPA).

Nesta entrevista à Rede Onda Digital – Tocantins, o Secretário aborda temas afetos e correlatos à sua Pasta, fala sobre gestão e parcerias internacionais, como também, explica como funciona o Plano de Impulsionamento da Indústria e Comércio. 

O Sr. é pioneiro da capital do Tocantins. Por qual razão decidiu migrar para o Tocantins e em qual ramo começou suas atividades?

Iniciei a minha jornada em Palmas após a minha formatura engenharia civil, porque acreditava no potencial da cidade, em tudo que ela poderia oferecer, mesmo que ela estivesse começando do zero. Meu pai já estava por aqui, ajudando os políticos da época consolidar o Estado. Montei, junto com meu irmão que também é engenheiro, uma empresa de poços artesianos e, posteriormente a isso, em 1998, entramos no ramo de venda de automóveis ao adquirir uma concessionária Fiat em Palmas. Em 2005, expandimos os negócios para Gurupi e inauguramos a loja, em prédio próprio, em 2007. Hoje somos líder de mercado e o grupo concessionário que mais vende veículos no Estado do Tocantins. 

E quando o Sr. receber o convite para se tornar a secretário de indústria e comércio do estado do Tocantins como ficaram a administração das suas empresas?

Por uma questão legal, tive que me afastar de todas as empresas, promovendo alterações no contrato social para deixar de ser sócio administrador me tornando apenas cotista, evitando assim o conflito de interesses entre o público e o privado.

Em um sábado à noite, logo após o início da gestão do governador Wanderlei Barbosa, recebi uma ligação do presidente da ACIPA, contudo, quem queria mesmo falar comigo era o próprio Governador. Ele me fez o convite para assumir a Secretaria de indústria comércio e serviços do Tocantins.  Aceitei de pronto e vi ali uma grande oportunidade de reformular as políticas para os empresários, porque quando estamos de fora, tecemos muitas críticas ao setor público. Eu tinha as minhas, naturalmente. Costumamos apontar o dedo, para uma série de ineficiências e, quando veio a oportunidade de mudar essa realidade, aceitei o desafio. Em nenhum momento trabalhei para isso e o convite me pegou de surpresa. Mas entendi que estava na hora de dar a minha contribuição, deixando a gestão das minhas empresas e do Sindicato dos concessionários, porque vi ali uma grande oportunidade de desenvolver um trabalho como gestor público. 

Eu me vi como um elo de interlocução entre o empresariado doTocantins e o governo estadual. No primeiro encontro com o governador, ele falou da necessidade de aproximar o setor privado da gestão e isso me deixou muito feliz, pois veio de encontro exatamente ao que eu queria. Nenhuma das ações da secretaria é feito sem o debate exaustivo com o setor produtivo impactado. Isso é fundamental e credito o sucesso do governo Wanderlei a essa abertura e debate dos temas em si. A formação do Governador vem do parlamento, municipal e estadual, e eu acho que por isso, ele está preparado para debater todos os temas correlatos a sua gestão. Procuro, enquanto secretário do governo, replicar o modelo de gestão dele e isto tem ajudado no direcionamento das políticas públicas.

O estudo da viabilidade técnica para concessão de incentivos fiscais das empresas é uma das prerrogativas da sua Secretaria. Como a gestão do Sr. aperfeiçoou isto dentro da Pasta?

O que muitas pessoas classificam como desburocratização, eu chamo de vontade política. Nós temos que ser sensíveis e atender os empresários da forma mais rápida possível e sem procrastinação. O governador tem claramente a percepção de que cabe a nós, enquanto agentes políticos, construir políticas públicas que permitam que o empresariado – micro, pequeno, médio ou grande – consiga gerar desenvolvimento econômico. Na minha concepção,  enquanto o secretário, eu preciso ouvir os empresários para que consiga ter mais assertividade no processo de atração de investimentos. Faço pelo menos seis atendimentos por dia. Isto deu um novo dinamismo na equipe, cujos técnicos são valorosos.

Partindo desse princípio, iniciei o grande desafio que era a falta de uma política de desenvolvimento econômico para o Estado e, praticamente três meses depois do início da gestão, em Porto Nacional,  o governador pode lançar o PICS – Programa de Impulsionamento da Indústria, Comércio e Serviços. Trata-se de uma política pública que trabalha oito eixos de desenvolvimento empresarial, cujo objetivo macro dessa política é transformar o ambiente empresarial e, efetivamente, construir um ambiente de negócio mais favorável a atração de investimentos. Não são apenas novos investidores, mas tão importante quanto, é o reinvestimento daqueles que já acreditavam e estavam instalados por aqui, para que eles tenham oportunidades de crescimento que, ao final, irá fazer crescer a nossa emconomia.  

Esses oito eixos consiste na infraestrutura empresarial e logística e, por isso, estamos revitalizando os distritos agroindustriais do Estado, como o parque da Agrotins em Palmas e o Daiara em Araguaína, por exemplo. Isso é básico para que haja um processo atração de investimentos eficientes. Precisamos promover o desenvolvimento dos sistemas produtivos, proporcionar segurança jurídica e política, implementar processos de inovação e tecnologia, fortalecer a geração de matéria-prima, promover a qualificação profissional, ofertar de crédito e, finalmente, avançar no planejamento estratégico. Então esses oito eixos conduzem esse desenvolvimento sustentável, cujo plano de expansão vai até 2045. Essa clareza, transparência e responsabilidade fiscal é essencial para atração de Investimentos. Esse ambiente político seguro faz com que as empresas estabelecidas no centro-sul do país, resolvam fazer investimentos aqui  no nosso Estado. 

Alguns indicadores nos deixam muito felizes, porque desde o início da gestão Wanderlei Barbosa, o Tocantins é o Estado da federação que, proporcionalmente, mais gerou empregos, planilhados mês a mês, em verdadeiro processo contínuo de construção, baseado na vontade política do nosso gestor. Logicamente, isso facilita o nosso trabalho.

Recentemente, o Sr. realizou uma viagem de negócios na condição de Secretário  Estado, juntamente com o vice-governador Laurez Moreira à China. Quais foram os resultados práticos e dividendos que essa missão trouxe para o Tocantins?

Essa missão iniciou a partir do momento que o governador me disse que era necessário estreitar os laços com chineses. Tenho absoluta certeza que, em breve, o Tocantins vai experimentar ótimos resultados decorrentes das articulações que fizemos por lá. Conseguimos despertar um grande interesse do meio empresarial chinês em fazer investimentos no Tocantins. Num primeiro momento, fomos visitar a feira Internacional chinesa para investimentos e negócios. A  bilateralidade da relação Brasil foi fortalecida pelo governo brasileiro recentemente e, nessa edição da feira, o nosso país estava em evidência. Foi criado um seminário exclusivo para o Brasil, onde oportunizou-se aos Estados brasileiros apresentar as potencialidades aos governadores das províncias chinesas. Obtivemos uma receptividade ainda maior, porque tivemos o zelo e o cuidado de apresentar nosso vídeo em mandarim. Os demais estados levaram as apresentações em inglês e, logicamente, saímos na frente. 

Posteriormente a esse seminário tivemos oportunidade de participar de roda de negócios com, empresário chineses, interessados  investir no agronegócio, na mineração etc, e outros dos mais variados segmentos e setores. Nessas reuniões apresentamos informações contextualizando de forma tal que pudéssemos ser o mais explícito e transparente possível. Os resultados já estão chegando, pois no início de novembro receberemos a primeira comitiva chinesa, composta pelo vice-governador de uma província, acompanhado de três secretários e mais um assessor de relações internacionais. Eles virão conhecer todas as nossas  realidades e avaliar a possibilidade de investimentos.  Ao longo de 2024 certamente receberemos outras comitivas, políticas ou empresariais.  Eu tenho convicção de que eles  sairão daqui muito surpreendidos. É nesse formato que se constrói e que se avança nas relações bilaterais, sempre respeitando o longo prazo. 

Carlos Humberto durante Viagem à China em evento do Brics (Foto: Bruno Maia)

Dentre os Estados do Norte, O Tocantins se destaca como um grande produtor de commodities, como o milho, a soja ou a cana-de-açúcar, contudo, o território ainda não está industrializado. A sua Secretaria, de certa forma, é responsável por incentivar esse segmento.  Quais são os planos para que esse setsor Se fortaleça em nossa região?

Na fase embrionária do PICS, em reunião com o governador, eu disse que a gente precisava em primeira mão “arrumar a casa”. Quando trabalhamos os oito eixos do desenvolvimento já citados acima, criamos condições basilares para “agroindustrializar” o nosso Estado.  Num primeiro momento, o processo de industrialização do Tocantins não é por indústria de transformação ou indústria de Tecnologia. Nesse momento, devemos aproveitar as nossas vocações. A principal delas é o agro. Precisamos deixar, efetivamente, de ser um estado exportador de commodities para processar essas riquezas em nosso território. Em 2020, a indústria tocantinense respondeu por 11,2% do PIB do Estado,  muito abaixo dos 22.9% que a indústria respondeu em nível nacional.  Nossa meta é fazer que em 2030 o PIB da indústria tocantinense atinja o mesmo patamar da média nacional. É um trabalho hercúleo sem dúvida, mas temos plenas condições de alcançar esses números. 

Em que pese ter uma Secretaria própria para tratar do tema, a indústria de turismo no Tocantins avança a cada dia e traz resultados bem satisfatórios.  Como o Sr. vê essa cadeia produtiva para o desenvolvimento do Estado?

Quando falamos de uma política de desenvolvimento econômico é preciso entender que todos os setores estão abrangidos e correlacionados. A secretaria de Indústria e Comércio e Serviços é uma secretaria meio, não é finalístico. Trata-se de uma Secretaria de articulação empresarial, mas não é ela que proporciona a aplicabilidadef final, pois são outras Pastas as responsáveis por isso. A secretaria sob meu comando lança mão de parcerias e alianças estratégicas. Trabalhamos dentro de um processo transversal que consiga fazer as políticas de governo chegar na ponta ou no destino.

Então, o turismo é um das cadeias produtivas mais importantes do Estado e, exatamente por isso, tem uma Secretaria exclusiva para cuidar dele e está, inclusive, em boas mãos. Todo protagonismo deve ser deles, em relação aos avanços dessa área. 

Em nome da Rede Onda Digital agradeço sua disponibilidade.

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