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“Dependência dos serviços de nuvem”, aponta especialista sobre a causa do apagão cibernético global

20/07/24 às 02:05h
“Dependência dos serviços de nuvem”, aponta especialista sobre a causa do apagão cibernético global

O aeroporto de Los Angeles, nos EUA, em 19 de julho de 2024, dia de um ‘apagão cibernético’. (Foto: Etienne Laurent/AFP)

O apagão cibernético global, que aconteceu na manhã desta sexta-feira (19/7), derrubou sistemas de aeroportos, bancos, emissoras de televisão e até hospitais ao redor do mundo. A pane ocorreu após uma atualização no sistema de segurança da CrowdStrike e impactou milhares de computadores que utilizam o Windows, o sistema operacional da Microsoft presente em mais de 70% dos computadores globais.

Especialistas sugerem que a situação inédita pode forçar toda a indústria de software a reavaliar seus padrões de governança e testes de segurança.

Segundo o coordenador do curso de Ciência da Computação da UFAM, professor Alexandre Passito, o problema de segurança está relacionado com a dependência da nuvem, uma rede global de servidores remotos que operam como um ecossistema único, normalmente associados à Internet para armazenamento e bancos de dados.

“O problema de segurança que aconteceu está relacionado com a nossa cada vez mais dependência dos serviços de nuvem. Seja aplicativo de bancos, supermercados, lojas online, nossas escolas estão todos complementados no que chamamos de nuvens de computadores”, afirmou o professor à Rede Onda Digital.

O docente ainda apontou que a falha que causou o apagão global teve início em computadores do Windows, gerenciados pela Microsoft.

“Uma empresa de segurança atualizou seu sistema durante a madrugada e essa atualização causou um bug, que a gente chama de tela azul, e vários computadores pararam de funcionar. Como esses computadores estavam na nuvem, eles acabaram impactando vários serviços que usamos no dia a dia”, destacou Passito.

A CrowdStrike, com 29 mil clientes em todo o mundo, é uma das principais referências em proteção cibernética para terminais. Apesar de não ser amplamente conhecida fora do setor, a empresa se destacou em 2022 ao liderar o mercado de segurança de endpoint, avaliado em US$ 8,6 bilhões, com uma participação de 17,7%.


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Desde então, a CrowdStrike tem se mantido entre as duas principais posições nesse setor. Ainda não se sabe ao certo quantos computadores, usuários ou empresas foram afetados pela recente pane.

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