O marido de Deise Moura dos Anjos, a mulher presa sob suspeita de matar três pessoas com um bolo envenenado com arsênio no Rio Grande do Sul, pediu o divórcio dela e a aliança de volta um dia antes de ela ser encontrada morta na cadeia, nesta quinta-feira (13/2).
A morte de Deise é investigada como suicídio pela polícia. Ela foi encontrada morta na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
A delegada responsável pelo caso, Karoline Calegari, afirmou à imprensa que, de acordo com informações preliminares, Deise teria se desesperado ao saber das intenções do marido dela, Diego dos Anjos. A informação é apurada pelos investigadores.
Ainda segundo a delegada, Deise foi encontrada ainda com vida e recebeu os primeiros socorros, porém, constatou-se o óbito na enfermaria. Ela tinha uma camisa, ou um pano, enrolada no pescoço.
Ela enfrentava acusações de triplo homicídio duplamente qualificado e tripla tentativa de homicídio.
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Relembre o caso do bolo envenenado
As intoxicações aconteceram na véspera de Natal (24/12). O bolo foi servido durante a confraternização da família. Ao todo, sete pessoas passaram mal. De acordo com testemunhas, Zeli dos Anjos, a sogra de Deise e principal alvo do envenenamento, teria comido a maior quantidade, duas fatias do bolo. Por isso, ela apresentou a maior quantidade de veneno no sangue.
Foi Zeli quem preparou o bolo e viajou de Arroio do Sal para Torres para a confraternização. A fonte da contaminação foi a farinha usada para fazer o bolo.
Três mulheres da mesma família morreram no intervalo de algumas horas. Tatiana Denize Silva dos Anjos e Maida Berenice Flores da Silva tiveram parada cardiorrespiratória, segundo o hospital. Neuza Denize Silva dos Anjos teve como causa da morte divulgada “choque pós-intoxicação alimentar”. Já Zeli recebeu alta após vários dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Nossa Senhora dos Navegantes.
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Uma perícia feita no celular de Deise constatou que ela pesquisou pela internet em lojas virtuais, em 18 de novembro, por “veneno para o coração” e “veneno para humanos” enquanto estava na casa da sogra. Termos parecidos, relacionados a “arsênio”, foram pesquisados por ela por cerca de 100 vezes. Em seu depoimento à polícia, ela confirmou que fez as pesquisas.
Em seu depoimento, Deise também admitiu que tinha uma relação conflituosa com a sogra, mas negou ter cometido o crime.
Depois do caso do bolo ser revelado, a polícia passou a investigar se Deise teria envolvimento também na morte do sogro, Paulo Luiz dos Anjos, que morreu em setembro, supostamente por intoxicação alimentar. Ele foi marido de Zeli.
A polícia exumou o corpo dele,e exames constataram que ele ingeriu arsênio antes de morrer. Ele morreu de infecção intestinal após consumir bananas e leite em pó levados à casa dele pela nora.
Com informações de Metrópoles.