Vítimas denunciam falta de transparência do Vaticano em caso de padre acusado de abusos

Cinco mulheres que acusam o padre esloveno Marko Rupnik, de 71 anos, de violência sexual e psicológica afirmam enfrentar falta de transparência no processo conduzido pelo Vaticano. A advogada das denunciantes, Laura Sgrò, diz que, desde a abertura da ação canônica, em 2024, não recebeu qualquer informação oficial sobre o andamento do caso.
“O que está acontecendo neste julgamento é simplesmente assustador”, afirmou a advogada à AFP. Segundo ela, apesar de contatos por telefone, e-mail e cartas, “sempre me ignoraram (…) Nunca recebi resposta, nem verbal nem escrita, jamais!”.
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Rupnik é acusado de abusar de pelo menos 20 mulheres ao longo de quase três décadas. O caso foi inicialmente arquivado por prescrição, mas o papa Francisco reabriu o processo em 2023. Em 2025, o Vaticano nomeou cinco juízes para analisar o caso, sem divulgar prazo para conclusão.
Em nota, a Santa Sé informou que “não houve nenhuma deliberação, a avaliação ainda está em andamento” e justificou o sigilo para preservar o processo. Para Sgrò, a falta de informações faz com que as vítimas se sintam abandonadas e reforça a necessidade de maior transparência na condução dos casos de abuso na Igreja.





