Trump admite que guerra contra o Irã influenciou derrota republicana

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu que a guerra contra o Irã influenciou a derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato (midterms). Em entrevistas à Fox News e ao The Wall Street Journal, o republicano reconheceu que o conflito foi um dos fatores que contribuíram para o resultado eleitoral, que garantiu aos democratas o controle das duas Casas do Congresso.
“Acho que uma parte disso se deve ao Irã”, afirmou Trump à Fox News. Em entrevista ao The Wall Street Journal, o presidente também reconheceu que “o Irã foi um dos fatores”.
Ofensiva militar
Apesar do resultado eleitoral, Trump voltou a defender a decisão de atacar o território iraniano. “Fiz a coisa certa. Teria feito de novo”, declarou ao The Wall Street Journal.
O conflito, iniciado em fevereiro deste ano em parceria com Israel, enfrenta rejeição popular desde o início. Durante a campanha eleitoral, candidatos democratas relacionaram a guerra ao aumento dos preços dos combustíveis e do custo de vida nos Estados Unidos.
A condução da operação também foi marcada por mudanças nas declarações de Trump sobre os objetivos e os prazos da ofensiva. Ao longo dos meses, o presidente alternou ameaças de intensificar os ataques com manifestações de que poderia encerrar o conflito.
Uma pesquisa realizada pela Reuters/Ipsos apontou que 32% dos entrevistados aprovavam o trabalho de Trump na Presidência, índice próximo das piores marcas de sua gestão.
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Democratas
O resultado das eleições confirmou a vitória democrata no Congresso. Na Câmara dos Deputados, o partido conquistou 228 das 435 cadeiras, enquanto os republicanos ficaram com 139.
No Senado, os democratas asseguraram pelo menos 54 dos 100 assentos disponíveis. A mudança na composição do Congresso foi chamada de “onda azul”.
A vitória democrata também repercutiu no Irã. Em Teerã, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, comemorou o resultado em uma publicação na rede social X.
“Os americanos disseram NÃO À GUERRA, e nós endossamos essa mensagem”, escreveu a autoridade iraniana.





