Na ONU, Milei chama organização de “inútil”

Em seu discurso nesta quarta-feira (23/9) na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente argentino Javier Milei fez duras críticas à instituição. Ele chamou a ONU de “inútil” e a acusou de inação diante da disputa entre Argentina e Reino Unido pelas ilhas Malvinas.
“A ONU se transformou em uma organização inútil que só serve para alimentar uma casta de parasitas arrogantes, disfarçados de burocratas bem-intencionados”, afirmou Milei. “Quem deveria garantir a segurança coletiva e os direitos humanos, em seu lugar, permitiu o caos, a violência e o terrorismo internacional”.
Críticas sobre as Malvinas
Em seguida, o presidente argentino falou sobre a disputa com o Reino Unido pelas Malvinas: “As Malvinas não são apenas uma questão entre a Argentina e o Reino Unido, mas também coloca a questão sobre a capacidade desta organização de fazer valer suas próprias resoluções. De que adianta uma resolução se, durante décadas, a contraparte pode agir em sentido contrário?”.
Ele continuou: “Hoje venho dizer a vocês que a Argentina não vai se sentar e esperar que a ONU e a comunidade internacional estejam à altura de seu próprio mandato. Vamos tomar providências nesse assunto”. A delegação do Reino Unido não reagiu às falas do argentino.
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Alinhamento com EUA e Israel
Milei ainda se disse completamente alinhado às políticas dos Estados Unidos e de Israel: “Fizemos também uma escolha geopolítica. Nos alinhamos sem ambiguidades ao Ocidente. Nos alinhamos com os Estados Unidos e com Israel, países com os quais compartilhamos uma profunda afinidade de valores e uma complementaridade estratégica”.
Tensão recente entre Argentina e Reino Unido
Nas últimas semanas, Argentina e Reino Unido voltaram a trocar farpas publicamente por causa das ilhas Malvinas, motivo de conflito entre as duas nações no começo dos anos 1980. As ilhas são disputadas tanto pela Argentina quanto pelo Reino Unido. Recentemente, o governo Milei apresentou ao Congresso um projeto de lei para endurecer as punições, com penas de até 20 anos, contra mais de 60 empresas e indivíduos vinculados à extração de petróleo nas ilhas sem o aval de Buenos Aires.





