Mãe de filho de Elon Musk acusa Grok de criar imagens sexualizadas e entra com processo

A influenciadora de direita Ashley St. Clair (Foto: X).
A influenciadora de direita americana Ashley St. Clair, mãe do 13º filho conhecido de Elon Musk, entrou com um processo judicial em Nova York contra a xAI do empresário, pedindo indenização por sofrimento emocional e perda de privacidade. Ela alega ter sido vítima da ferramenta de inteligência artificial do X, o Grok, que teria criado imagens sexualizadas dela a partir de fotos reais.
Os advogados alegam que o Grok gerou e distribuiu “inúmeros conteúdos deepfake sexualmente abusivos, íntimos e degradantes” de St. Clair a pedido dos usuários, incluindo haters que teriam sido incentivados a fazer isso em meio a disputas públicas entre ela e o empresário.
Segundo o processo, ela notificou a xAI de que usuários estavam criando fotos falsas dela “quando criança, vestindo apenas um biquíni fio dental” e “como adulta em poses sexualmente explícitas” e solicitou que o serviço Grok fosse impedido de criar as imagens sem seu consentimento.
O processo foi protocolado no dia 14 de janeiro, mesmo dia em que o X anunciou que iria implementar medidas no Grok para impedir usuários de editar fotos removendo roupas de pessoas reais.
No dia seguinte, a xAI reagiu abrindo um processo contra a influenciadora em um tribunal federal no Texas , alegando que ela violou os termos de serviço da xAI e exigindo indenização superior a US$ 75.000. A xAI afirmou em seu processo que reclamações judiciais contra a empresa devem ser apresentadas em um tribunal federal no Distrito Norte do Texas ou em tribunais estaduais no Condado de Tarrant, Texas.
Ashley St. Clair e Elon Musk travam uma batalha nos tribunais desde o ano passado, com direito a troca de farpas nas redes sociais. No início desta semana, Musk escreveu no X que pretende buscar a guarda total de Romulus, que nasceu em 2024.
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Entenda a polêmica: Grok e fotos alteradas
Nas últimas semanas, usuários começaram a ser denunciados por usarem o Grok para editar fotos de pessoas reais, inclusive menores de idade, para simular que elas estão usando biquínis ou roupas íntimas.

No Brasil, alguns casos ficaram famosos nos últimos dias, como o da artista e jornalista Julia Yukari que denunciou à polícia que teve fotos alteradas pela IA.
Por causa da polêmica, vários países reagiram. A Inglaterra anunciou que vai investigar a plataforma, enquanto a Indonésia e a Malásia proibiram o uso do chatbot. A Índia, por sua vez, pediu explicações ao X e exigiu mais proteções na plataforma contra esses casos.
*Com informações de Mediatalks






