Acusado de narcoterrorismo, Maduro será julgado nos EUA em junho de 2027

O julgamento do presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, nos Estados Unidos, foi marcado para 1º de junho de 2027. A data foi definida nesta quarta-feira (22/07) pelo juiz federal Alvin Hellerstein, durante audiência realizada em Nova York.
Maduro está preso desde janeiro deste ano ao lado da esposa, Cilia Flores. Segundo a acusação da Promotoria norte-americana, o casal responde a acusações de narcoterrorismo e de tráfico internacional de drogas e armas. Na primeira audiência de custódia, ambos se declararam inocentes de todas as acusações apresentadas.
Audiência definiu cronograma do processo
A audiência desta quarta-feira teve poucos minutos de duração e teve como objetivo principal estabelecer o cronograma do processo. Com a decisão do magistrado, o julgamento ficou oficialmente marcado para 1º de junho de 2027.
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Segundo a acusação, Maduro teria liderado um esquema de narcoterrorismo e facilitado o envio de drogas e armamentos a organizações criminosas com atuação internacional. Cilia Flores também é apontada pelos promotores como integrante da estrutura investigada.
Prisão ocorreu em janeiro
O casal foi preso em 3 de janeiro, após uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos em território venezuelano. Desde então, ambos permanecem detidos no Centro de Detenção Metropolitano de Nova York, onde aguardam o andamento do processo.
Após a prisão de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente o comando do governo venezuelano.
O julgamento, previsto para 2027, deve se tornar um dos processos criminais de maior repercussão na Justiça dos Estados Unidos envolvendo um ex-chefe de Estado estrangeiro.





