Caso Ueno Bank: veja quem são os oito ex-diretores presos no Paraguai

Quem são os homens presos no caso Ueno Bank?
Entre os investigados estão o fundador do banco, um ex-presidente e outros quatro ex-integrantes da direção. São eles:
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Federico Miguel Vázquez Villasanti: fundador e proprietário do Ueno Bank e integrante do grupo controlador da instituição.
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Juan Manuel Gustale: ex-presidente do Ueno Bank.
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Julio Daniel Rey Fernández: ex-integrante da direção da instituição.
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Alejandro Gómez Abente: ex-integrante da direção da instituição.
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Diego Fernando Duarte Schussmuller: ex-integrante da direção da instituição.
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Miguel Ángel Almada Frutos: ex-integrante da direção da instituição.
Além dos homens, duas executivas também são investigadas: Diana Leticia Mongelós González e Mariana Isabel Torres Rubiani. Elas receberam autorização judicial para cumprir prisão domiciliar, com monitoramento por tornozeleira eletrônica.
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O que a investigação apura?
O Ministério Público investiga possíveis irregularidades na concessão de empréstimos a empresas ligadas ao Grupo Vázquez, controlador do banco. Segundo os promotores, operações realizadas entre 2025 e 2026 teriam ocorrido sem respeitar os critérios habituais de avaliação de risco, comprometendo a situação financeira da instituição.
Uma das principais suspeitas envolve uma operação de US$ 74,4 milhões, que teria sido simulada para ocultar a real situação patrimonial do banco. Ao todo, 27 pessoas foram denunciadas por suspeitas de crimes como lesão de confiança, tentativa de estelionato, conduta indevida em situações de crise e violação da obrigação de manter livros comerciais.
Como começou a crise?
Na terça-feira (3), o Banco Central do Paraguai determinou o início do procedimento de resolução do Ueno Bank após identificar que o índice de solvência da instituição havia caído para menos da metade do mínimo exigido pela legislação.
Com aproximadamente 3 milhões de clientes, o banco concentrava cerca de US$ 850 milhões em depósitos públicos. Entre os recursos estavam valores do Instituto de Previdência Social do Paraguai (IPS), que mantinha aproximadamente US$ 355 milhões aplicados na instituição.
O fechamento das operações bloqueou temporariamente o acesso de clientes aos depósitos, cartões e serviços bancários. A situação provocou protestos em Assunção, com manifestações de correntistas e aposentados que cobraram a devolução do dinheiro.
A crise também atingiu o governo paraguaio e levou à renúncia do presidente Santiago Peña nesta quinta-feira (5), em meio à pressão política e às investigações sobre o colapso da instituição.





