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Seu celular pode estar cheio de vírus e bactérias e você nem percebe

Pesquisa revela que aparelhos acumulam milhares de microrganismos, incluindo bactérias, vírus e fungos, e podem representar riscos à saúde quando não são higienizados regularmente
17/03/26 às 09:28h
Seu celular pode estar cheio de vírus e bactérias e você nem percebe

Créditos: Reprodução

O celular se tornou um objeto indispensável na rotina moderna, mas estudos científicos indicam que ele pode acumular muito mais bactérias do que muitas superfícies consideradas sujas. Manuseado constantemente e levado para diferentes ambientes, o aparelho acaba funcionando como um reservatório de microrganismos, incluindo coliformes e estafilococos.

O contato contínuo com bactérias presentes nos celulares pode aumentar o risco de infecções leves, irritações na pele e até contaminação por patógenos mais resistentes. Embora a maioria das bactérias não cause doenças, microrganismos oportunistas podem provocar problemas, especialmente em pessoas com o sistema imunológico comprometido.

Além disso, tocar o rosto após manusear o celular facilita a transferência de microrganismos para olhos, nariz e boca, o que reforça a importância da higiene do aparelho.

Um estudo realizado e publicado no National Library of Medicine com 26 profissionais de saúde analisou o uso de celulares em ambiente hospitalar e revelou hábitos que favorecem a contaminação. Entre os participantes estavam 16 enfermeiros, 8 médicos, um membro da equipe clínica ambulatorial e um participante não especificado. A maioria trabalhava no Departamento Geral de Pediatria e na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica.

Os dados mostram que 77% dos profissionais relataram utilizar o celular durante o trabalho e 88% consideram o aparelho uma ferramenta essencial para suas atividades. Ao mesmo tempo, 96% reconhecem que os celulares podem abrigar microrganismos potencialmente patogênicos.

Mesmo com essa percepção, os hábitos de higiene ainda são limitados. O estudo aponta que 46% dos participantes haviam utilizado o celular recentemente no banheiro e mais da metade afirmou nunca ter realizado limpeza no aparelho. Entre aqueles que já haviam higienizado o celular, apenas uma pequena parcela fez isso recentemente.


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Análises de sequenciamento genético realizadas nos aparelhos revelaram uma diversidade impressionante de microrganismos. Foram identificados mais de 11 mil microrganismos diferentes, incluindo 5.714 tipos de bactérias, 675 fungos, 93 protistas, 228 vírus e milhares de bacteriófagos.

Também foram detectados mais de dois mil genes associados à resistência a antibióticos e fatores de virulência. Entre os vírus encontrados estavam diferentes tipos de herpesvírus humanos e várias cepas de papilomavírus humano, conhecido como HPV.

Cuidados 

Diante desses resultados, especialistas destacam que a higienização regular do celular é fundamental para reduzir a carga bacteriana. O uso de lenços com álcool, álcool isopropílico em baixa concentração ou capas laváveis pode ajudar a diminuir a presença de microrganismos.

Evitar utilizar o aparelho em banheiros ou durante refeições e lavar as mãos com frequência antes e depois de manusear o celular também são medidas simples que podem reduzir significativamente os riscos de contaminação no dia a dia.

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