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Osteoporose avança em ritmo acelerado e casos podem explodir até 2050, inclusive no Brasil

Doença silenciosa atinge milhões de brasileiros, preocupa especialistas e reforça a importância da prevenção desde a infância
10/01/26 às 09:00h
Osteoporose avança em ritmo acelerado e casos podem explodir até 2050, inclusive no Brasil

Imagem mostrando um osso sadio à esquerda e osso com osteoporose à direita, com perda da massa e densidade óssea/ Reproducao.

Principal causa de fraturas após os 50 anos, a osteoporose, tende a crescer de forma acelerada nas próximas décadas, impulsionada pelo envelhecimento da população, por hábitos de vida pouco saudáveis e pelo aumento dos diagnósticos. Dados da Fundação Internacional de Osteoporose indicam que uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens acima dos 50 anos sofrerão fraturas relacionadas à doença.

As projeções apontam que, até 2050, os casos devem aumentar 54% entre pessoas com mais de 50 anos e 32% entre aquelas acima dos 70. No Brasil, a tendência segue o cenário global. Estima-se que cerca de 10 milhões de brasileiros convivam atualmente com a osteoporose.

“Esse número tende a crescer, acompanhando o rápido envelhecimento da população”, avalia a reumatologista Vera Lucia Szejnfeld, da Sociedade Brasileira de Reumatologia. Hoje, o país já soma mais de 33 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, com expectativa de ultrapassar 40 milhões até 2030.

 

Reumatologista Vera Lucia Szejnfeld (Foto: Reprodução /Internet)

Além da idade, fatores como sedentarismo, baixa ingestão de cálcio e vitamina D, doenças crônicas e maior acesso a exames contribuem para o aumento dos diagnósticos. Segundo a Fundação Internacional de Osteoporose, o Brasil registra cerca de 400 mil fraturas por fragilidade todos os anos, número que pode crescer até 60% até 2030 se não houver avanços na prevenção e no tratamento.

Para os especialistas, o cenário confirma que a osteoporose já é um problema relevante de saúde pública. Embora silenciosa no início, a doença costuma ser descoberta após fraturas causadas por quedas simples ou movimentos do dia a dia.

A prevenção, no entanto, deve começar cedo. Até os 30 anos, o corpo atinge o pico de massa óssea, formando uma reserva para a vida adulta. Após esse período, ocorre uma perda gradual, que se intensifica nas mulheres após a menopausa.

“Sem reposição hormonal, estima-se que até 25% das mulheres possam ter perda significativa de densidade óssea e, em até dez anos, perder cerca de 30% desse material”, explica Szejnfeld.

A genética influencia grande parte da saúde óssea, mas o estilo de vida também é decisivo. Atividade física regular, especialmente musculação e exercícios de impacto, exposição ao sol e alimentação adequada são apontados como fundamentais. Evitar cigarro, álcool em excesso e uso indiscriminado de medicamentos como corticoides também reduz os riscos.


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O diagnóstico é feito principalmente por meio da densitometria óssea e de ferramentas que estimam o risco de fraturas. O tratamento varia conforme o perfil do paciente. Casos sem fraturas costumam receber medicamentos que reduzem a perda óssea, enquanto pacientes com fraturas entram no grupo de alto risco e podem precisar de terapias que estimulam a formação de novos ossos. Apesar das opções disponíveis, o subtratamento ainda preocupa.

“As estimativas apontam centenas de milhares de fraturas por fragilidade e uma quantidade elevada de pacientes sem tratamento adequado, o que representa um risco significativo e demanda atenção urgente”, alerta o ortopedista Adriano Passaglia Esperidião.

(Foto: Reprodução/internet)

Quais são os principais fatores de risco?

Fatores de risco são condições que favorecem o aparecimento de alguma doença. No caso da osteoporose alguns desses fatores já foram citados, como a menopausa, idade avançada, doenças renais ou endócrinas (hormonais), além do uso prolongado dos corticóides. Entretanto, existem outras condições que podem levar à osteoporose, sendo as principais delas:

  • Tabagismo
  • Etilismo
  • Baixo consumo de cálcio (encontrado no leite e seus derivados)
  • História familiar: pacientes com parentes (principalmente a mãe) com osteoporose tem chance aumentada de ter osteoporose
  • Baixo peso
  • Sedentarismo

Como prevenir o aparecimento da osteoporose?

Como não é possível alterar a idade de uma pessoa e sua história familiar, evitar a menopausa ou a ocorrência de algumas doenças causadoras de osteoporose, devemos focar os esforços nos fatores modificáveis. Sendo assim, a prevenção da osteoporose é feita com:

  • Parar de fumar: a cessação do tabagismo é essencial para evitar a osteoporose.
  • Reduzir ingestão alcoólica: diminuir o consumo de bebidas alcoólicas tem um papel importante na prevenção da osteoporose, além de reduzir a ocorrência de quedas.
  • Prática de atividades físicas: a prática de exercícios de forma regular é essencial na prevenção da osteoporose, além de diversos outros benefícios para a saúde, principalmente na parte cardiovascular, osteo-muscular e emocional.
  • Ingestão adequada de cálcio: o consumo em quantidades ideais de leite e seus derivados, como queijo e iogurte, tem um papel importantíssimo na prevenção da osteoporose. O preconizado é a ingestão de 1 grama de cálcio ao dia. Mesmo pacientes com intolerância à lactose devem consumir leite e seus derivados, em alimentos disponíveis sem lactose.

 

*Com informações de Agência Eistein e CONAES e Nucleo de Ortopedia.