Você sabia? Esquizofrenia pode se manifestar de sete formas diferentes

A esquizofrenia é um transtorno mental grave que interfere na forma como a pessoa pensa, sente e interpreta a realidade. Entre os sintomas mais comuns estão ouvir vozes, acreditar em situações que não existem, dificuldade de organizar pensamentos e mudanças no comportamento. Apesar de muita gente conhecer o nome da doença, poucas sabem que ela pode se manifestar de maneiras diferentes.
Especialistas explicam que não existe uma causa única para a esquizofrenia. O problema costuma surgir pela combinação de fatores genéticos, alterações no cérebro e experiências do ambiente, como traumas, estresse intenso ou uso de drogas.
A esquizofrenia se divide em sete tipos diferentes, e cada um deles traz graus de intensidades e tratamentos diferentes. Veja agora quais são.
Esquizofrenia paranoide
É o tipo mais comum e costuma provocar pensamentos de perseguição. A pessoa pode acreditar que está sendo observada, enganada ou ameaçada, mesmo sem provas.
Também é frequente ouvir vozes que outras pessoas não escutam. Essas alucinações podem causar medo e mudar a rotina do paciente.

O tratamento geralmente combina medicamentos e terapia psicológica para ajudar no controle dos delírios e na melhora da qualidade de vida.
Esquizofrenia desorganizada
Também chamada de hebefrênica, costuma surgir em pessoas jovens e afeta principalmente os pensamentos e o comportamento.
Quem apresenta esse tipo pode ter fala confusa, dificuldade de manter uma conversa lógica e atitudes inadequadas para algumas situações.
Além dos remédios, o acompanhamento psicológico e o apoio familiar ajudam no desenvolvimento de habilidades para o dia a dia.
Esquizofrenia catatônica
Nesse tipo, os sintomas afetam diretamente os movimentos do corpo. A pessoa pode permanecer imóvel por longos períodos ou apresentar rigidez muscular.
Em alguns casos, também podem ocorrer movimentos repetitivos ou episódios de agitação intensa.
O tratamento envolve medicamentos e acompanhamento médico, podendo incluir fisioterapia e terapia ocupacional.
Depressão pós-esquizofrênica
Ocorre quando a pessoa, após episódios da doença, passa a apresentar sintomas de depressão, como tristeza profunda e falta de interesse pelas atividades.
Mesmo após melhora dos surtos psicóticos, podem permanecer dificuldades emocionais e isolamento social.
O acompanhamento psicológico e o uso de medicamentos ajudam a reduzir o sofrimento emocional e prevenir agravamentos.

Esquizofrenia residual
É caracterizada pela redução dos sintomas mais intensos, embora sinais da doença ainda permaneçam.
A pessoa pode apresentar desânimo, dificuldade emocional e menor interesse pelas atividades diárias.
O foco do tratamento é melhorar a autonomia e a convivência social com acompanhamento contínuo.
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Esquizofrenia simples
Esse tipo costuma evoluir lentamente e, geralmente, não apresenta delírios ou alucinações intensas.
Os sinais mais comuns são isolamento social, falta de motivação e perda de interesse pelas atividades.
Por ter sintomas discretos, pode ser confundida com depressão, tornando o diagnóstico mais difícil.

Esquizofrenia indiferenciada
Acontece quando a pessoa apresenta sintomas da doença, mas não se encaixa claramente em um único tipo.
Pode haver mistura de delírios, alterações no comportamento e dificuldades emocionais sem um padrão definido.
Nesses casos, o tratamento é adaptado conforme os sintomas predominantes.
A esquizofrenia tem tratamento?
Embora não tenha cura, a esquizofrenia pode ser controlada. O tratamento costuma incluir medicamentos, terapia psicológica e apoio familiar.
Especialistas alertam que buscar ajuda nos primeiros sinais faz diferença. Quanto mais cedo o acompanhamento começa, maiores podem ser as chances de estabilidade e qualidade de vida.
(*)Com informações do MSD Manuals e Medprev





