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Cantinho do Mingau, exemplo de empreendedorismo no segmento de ‘food service’ em Manaus
Do carrinho do mingau, uma das mais tradicionais maneiras de vender o produto em Manaus, emprendedor avança no segumento de comidinhas rápidas
08/02/26 às 16:00h
Um dos segmentos da economia que mais cresceram no Brasil nos últimos anos e mantém perspectivas positivas para 2026, devendo movimentar R$ 287 bilhões, é o chamado “food service”, do qual fazem parte serviços de alimentação atendidos por estabelecimentos que preparam e vendem refeições para consumo fora de casa ou para delivery. No Amazonas, onde o setor também desponta, um dos desafios é manter a qualidade do produto sempre a mesma, inovar e seguir conquistando novos clientes.
Um exemplo da força deste segmento está em franco crescimento num dos bairros mais tradicionais de Manaus, a Chapada, na Zona Centro-Sul de Manaus. Na rua principal do bairro funciona o Cantinho do Mingau, um pequeno empreendimento iniciado há 14 anos numa banca móvel na avenida Djalma Batista e que quase foi à falência durante a pandemia da Covid-19 (2020 e 2021).
Das quase cinzas, o empresário José Francisco transferiu o negócio para um imóvel na Chapada, manteve a clientela da Djalma Batista e ganhou novos fãs de um cardápio cujo carro-chefe são três tipos de mingaus, salada de fruta, açaí com diferentes misturas e agora, a inovação também é necessária, milho recheado no pote.
“Trabalhamos com três tipos de mingau: munguzá e munguzá com coco, banana com tapioca, arroz-doce com castanha. Esses são os nossos carros-chefes, mas temos no cardápio salada de frutas, açaí e o lançamento do milho recheado no pote”, enumera Francisco.
José Francisco e um exemplar de milho verde recheado no pote
O sucesso do empreendimento pode hoje ser medido em números expressivos de produção e também geração de empregos. Conforme Francisco, para colocar o cantinho em movimento são necessários onze pessoas, dez delas funcionários contratados para diferentes momentos da operação. “Tem gente que começa pela manhã e outras que chegam à tarde, quando começa o movimento dos clientes“, explicou.
A produção também impressiona. Diariamente são, conforme a contabilidade de Francisco, 80 litros de munguzá, 70 litros de banana e 30 litros de arroz-doce com castanha e 50 litros de salada de frutas, além de volumes menores de açaí e o milho recheado.
Como todo o empreendedor, Francisco lembra dos ‘perrengues” da atividade, que começou com um carrinho no qual ela fazia uma rota pelas ruas da Chapada e no meio da tarde se fixava na passarela do Amazonas Shopping, aproveitando o fluxo de pessoas que saíam do centro comercial e os alunos da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que têm duas unidades funcionando próximas, a Escola Normal Superior (ENS) e a Escola Superior de Tecnologia (EST). Caminhando para a noite, o carrinho era reabastecido e se fixava próximo a uma universidade particular também na Djalma Batista.
Com a pandemia, a rota foi interrompida e ele se fixou numa calçada até que em dezembro de 2024 conseguiu um imóvel na rua principal do bairro para montar a loja, hoje bastante frequentada a partir das 15h quando os primeiros clientes começam a chegar, num movimento que vai até as primeiras horas da noite.