A agência de notícias italiana “Ansa” noticiou hoje, 3, que o Brasil negou a extradição do ex-jogador de futebol Robinho à Itália, onde ele foi condenado a 9 anos de prisão por estupro de uma mulher de origem albanesa, ocorrido em 2013. A informação foi confirmada por veículos de imprensa brasileiros.
A recusa de extradição se deu com base na Constituição brasileira, cujo artigo 5º proíbe a extradição de cidadãos do país. Uma fonte do Ministério da Justiça da Itália afirmou que a pasta exigirá que Robinho cumpra sua pena no Brasil. Segundo representante do governo italiano:
“A Itália pedirá que o Brasil reconheça a sentença italiana, que já foi traduzida e enviada ao país”.
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A justiça italiana acredita que não será necessário abrir novo processo contra Robinho aqui, o que poderia atrasar a punição do ex-atacante.
O episódio de violência sexual ocorreu em 22 de janeiro de 2013, na Sio Café, uma conhecida boate de Milão. Robinho, à época, jogava no Milan. Ele e seu amigo Ricardo Falco e mais quatro brasileiros participaram de estupro coletivo de uma jovem de 23 anos, de origem albanesa, residente na Itália há vários anos. Segundo a acusação, eles embebedaram a moça até ela ficar “inconsciente” e se aproveitaram do seu estado para praticar “múltiplas e consecutivas relações sexuais com ela”. Eles foram condenados em 2017, e no começo do ano Robinho e seus advogados apresentaram o último recurso na justiça italiana, que foi negado.
Desde o incidente, o jogador deixou a Itália e jogou no Atlético-MG e nos times turcos Sivasspor e Istambul Basaksehir. Em outubro de 2020, chegou a ser anunciado pelo Santos, time que o revelou, mas não entrou em campo pelo clube devido a protestos. Seu contrato foi suspenso e posteriormente encerrado. Ele mora em Santos.