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Crítica | ‘O Diabo Veste Prada 2’: quando o glamour encontra maturidade e volta ainda melhor

O Diabo Veste Prada 2 não volta para repetir uma fórmula de sucesso, volta para reafirmar por que se tornou referência
30/04/26 às 08:49h
Crítica | ‘O Diabo Veste Prada 2’: quando o glamour encontra maturidade e volta ainda melhor

(Foto: Onda Digital)

Existem continuações que nascem da necessidade comercial. E existem aquelas que chegam porque ainda havia algo importante a ser dito. O Diabo Veste Prada 2 pertence ao segundo grupo.

Duas décadas após marcar uma geração com diálogos memoráveis, personagens icônicos e um olhar ácido sobre os bastidores da moda, a sequência retorna mais madura, sofisticada e surpreendentemente atual. O que antes era uma história sobre sonhos, ambição e sobrevivência em um mercado impiedoso, agora se transforma em uma reflexão elegante sobre legado, reinvenção e permanência em tempos de mudança.

No centro dessa engrenagem continua ela: Miranda Priestly. Imponente, cirúrgica e absolutamente magnética, a personagem mantém sua aura quase intocável, mas agora revela nuances que tornam sua presença ainda mais interessante. Não é apenas sobre poder, é sobre sustentar relevância quando o mundo já não funciona pelas mesmas regras.

Ao redor dela, o filme cresce com inteligência. A narrativa dialoga com a transformação da comunicação, a força do digital, a velocidade da informação e a constante pressão por atualização, temas que conversam diretamente com o nosso tempo e dão profundidade a uma história que poderia ter escolhido o caminho mais fácil da nostalgia.

Visualmente, o longa é impecável. Figurinos deslumbrantes, fotografia refinada e uma direção elegante fazem de cada cena uma experiência estética. Mas o maior mérito está em equilibrar beleza com conteúdo. Há humor, há tensão, há emoção e, principalmente, há propósito.

O Diabo Veste Prada 2 não volta para repetir uma fórmula de sucesso. Volta para reafirmar por que se tornou referência, e para mostrar que algumas histórias, quando bem contadas, não envelhecem. Evoluem.

Veredito de Ane Leandra: sofisticado, inteligente e irresistivelmente afiado. Uma continuação que respeita o passado, conversa com o presente e sai de cena tão memorável quanto entrou.

(*) Por Ane Leandra | Portal Onda Digital

Nota: 4,5/5

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