VÍDEO: Deltan chora e diz que foi censurado na campanha ao Senado

O ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo) publicou nesta quinta-feira (8/10), em seu perfil no X, um vídeo em que aparece chorando. Na gravação, ele afirma ter sido censurado durante a campanha ao Senado pelo Paraná e agradece os votos recebidos.
Deltan obteve 2.904.594 votos (25,14%) no primeiro turno e garantiu a segunda cadeira do estado no Senado.
No vídeo, ele diz que o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, o proibiu de fazer campanha nos últimos 15 dias. Segundo ele, precisou rescindir 50 contratos, foi proibido de distribuir materiais, retirado do horário de TV e rádio e impedido de impulsionar conteúdos no Instagram.
O ex-procurador também afirma que não podia pedir voto e que foi censurado. “Eu fui amarrado”, diz.
Ele agradece aos eleitores e compara a situação à história bíblica de Gideão. “Deus permitiu que me tirassem tudo… sobraram 300, 300 de Deus. Esta minha vitória foi de Deus, a ele toda honra e toda glória”, afirma. Na legenda da publicação, escreveu: “Eles tiraram tudo de mim. Mas Deus deixou os 300.”
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Julgamento no TSE
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga nesta quinta-feira (8) a validade do registro de candidatura de Deltan ao Senado pelo Paraná. O candidato foi alvo de ação protocolada pelo PT estadual para contestar sua elegibilidade.
Em 2023, Deltan teve o mandato de deputado federal cassado pelo TSE. Conforme a decisão, ele pediu exoneração do cargo de procurador para evitar a perda do cargo e o enquadramento na Lei da Ficha Limpa.
Em setembro deste ano, o TRE do Paraná reconheceu que Deltan está elegível e deferiu o registro. A coligação do PT recorreu ao ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, que suspendeu a campanha.
No sábado (3), Floriano determinou o indeferimento do registro. No dia seguinte, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, derrubou a decisão e liberou a candidatura.





