TRE-AM realiza teste de integridade com 23 urnas eletrônicas

A Justiça Eleitoral do Amazonas realiza neste domingo (4/10) um teste de integridade com 23 urnas eletrônicas durante o primeiro turno das Eleições 2026. O procedimento tem como objetivo demonstrar a segurança e a auditabilidade dos equipamentos utilizados no processo eleitoral.
Em entrevista à Onda Digital, o juiz Marcelo Manuel da Costa Vieira, do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), explicou que as urnas foram escolhidas por meio de sorteio, sem participação da Justiça Eleitoral na definição dos equipamentos.
Após o sorteio, o TRE-AM preparou novas urnas com os dados correspondentes às respectivas seções eleitorais, incluindo informações dos eleitores, candidatos e dados biométricos. Os equipamentos foram levados aos locais de votação e, posteriormente, encaminhados para a realização do teste.
No procedimento, é feita uma simulação de eleição. As entidades fiscalizadoras preenchem cédulas com votos aleatórios, que são colocadas em uma urna de lona, lacrada previamente. Os votos são então utilizados para reproduzir a votação nas urnas eletrônicas.
Todo o processo é filmado para permitir a conferência entre os votos inseridos na simulação e os resultados apresentados pelas urnas. Segundo o juiz, a iniciativa busca verificar se os votos registrados são contabilizados corretamente.
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“Nosso propósito é demonstrar que não existe a possibilidade de um voto ir para outro candidato, assim como um voto se perder dentro da urna eletrônica”, explicou Marcelo Manuel da Costa Vieira.
Os dados produzidos durante o teste não fazem parte da votação oficial. Após a transmissão, as informações utilizadas na simulação são descartadas e ficam armazenadas à disposição das entidades fiscalizadoras.
Teste com biometria
Além das 20 urnas utilizadas no teste de integridade, outras duas urnas com biometria participam de uma verificação na Escola André Vidal, em Manaus. Nesse procedimento, eleitores das seções selecionadas são convidados a participar da simulação.
A proposta é verificar o funcionamento da autenticação biométrica e demonstrar que o reconhecimento do eleitor não interfere no resultado registrado pela urna.
Segundo o juiz, os eleitores das seções selecionadas não precisam se preocupar com alterações na votação oficial. Eles continuam votando normalmente, e os equipamentos utilizados no teste não interferem na apuração oficial.
Para Marcelo Manuel da Costa Vieira, a preparação para o dia da eleição ocorre com antecedência e envolve uma série de verificações para garantir o funcionamento do processo.
“A eleição de fato já está preparada há muito tempo. Tudo é pensado, tudo é repensado, tudo é verificado”, afirmou o magistrado.





