Tony Medeiros critica falta de oportunidades no interior do Amazonas

O candidato a deputado estadual Tony Medeiros afirmou, nesta quinta-feira (10/09), durante participação no programa Em Alta, da Onda Digital, que a expansão das universidades para o interior do Amazonas não foi acompanhada pela criação de oportunidades de emprego. Segundo ele, muitos jovens conseguem concluir cursos superiores, mas continuam enfrentando dificuldades para entrar no mercado de trabalho.
Ao comentar os desafios enfrentados pelos moradores dos municípios do interior, Tony Medeiros afirmou que a expansão das universidades não foi suficiente para garantir novas oportunidades profissionais à população.
“Se interiorizou a universidade, mas não se interiorizou a oportunidade.”
O candidato relembrou o período em que jovens precisavam buscar cursos de nível médio como alternativa para entrar no mercado de trabalho.
“Na minha cidade, quando não tinha faculdade, os jovens faziam três vezes o curso médio. Administração, contabilidade e magistério.”
Segundo Medeiros, a ampliação do acesso ao ensino superior também não resolveu o problema do desemprego entre os jovens formados.
Parintins é citada como exemplo
Como exemplo, Medeiros citou Parintins, onde, segundo ele, a prefeitura possui mais de 6 mil funcionários, mas menos de 120 seriam concursados, sem considerar a área da educação.
O candidato também afirmou que o município está há mais de 20 anos sem realizar concurso público. Para ele, a educação é uma das principais formas de transformação social, mas precisa estar acompanhada de oportunidades para que os moradores possam permanecer em suas cidades.
Educação como caminho para transformar vidas
Tony Medeiros também relacionou a falta de oportunidades à necessidade de investir na educação. Para ele, a formação educacional continua sendo um dos principais caminhos para quem busca mudar de condição de vida.
O candidato ainda mencionou a própria família ao falar sobre a migração de moradores do interior para Manaus em busca de melhores oportunidades. Na avaliação de Medeiros, deixar a cidade de origem não significa abandonar as raízes, mas procurar melhores condições de vida.
“E eu, ninguém deixa a sua terra porque deixou de amar. A gente deixa em busca de oportunidade porque a gente tem consciência que só a educação vai transformar.”





