Presidenciáveis estreiam propaganda eleitoral na TV com troca de farpas

Os candidatos à Presidência da República fizeram, neste sábado (29/8), a primeira aparição no horário eleitoral gratuito na televisão. A propaganda, exibida das 13h às 13h12, apresentou as principais propostas das campanhas e também foi marcada por críticas entre os adversários.
Entre os temas abordados pelos presidenciáveis estiveram economia, segurança pública, direitos das mulheres, combate à corrupção e soberania nacional.
A propaganda eleitoral gratuita começou na sexta-feira (28) e será exibida até 1º de outubro, antes do primeiro turno das eleições.
Como funciona o horário eleitoral
Cada bloco da propaganda presidencial tem 12 minutos e 30 segundos. Atualmente, os tempos destinados aos candidatos são:
- Lula (PT): 5 minutos e 31 segundos;
- Flávio Bolsonaro (PL): 4 minutos e 20 segundos;
- Ronaldo Caiado (PSD): 2 minutos e 2 segundos;
- Augusto Cury (Avante): 35 segundos.
Além dos blocos exibidos em rede, os candidatos também têm direito a inserções durante a programação das emissoras, que somam 14 minutos diários para a disputa presidencial.
A ordem de exibição também é alternada. No primeiro programa, Augusto Cury abriu o bloco, seguido por Ronaldo Caiado, Flávio Bolsonaro e Lula. Nos programas seguintes, o candidato que encerra a propaganda passa a abrir a próxima.
O tempo de cada legenda é definido principalmente de acordo com a representação dos partidos, federações e coligações na Câmara dos Deputados.
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Flávio Bolsonaro faz aceno às mulheres
Flávio Bolsonaro abriu sua participação fazendo uma comparação entre o que classificou como “Brasil do Lula” e o “Brasil real”.
O candidato do PL criticou a situação econômica do país, mencionando o preço dos alimentos, o endividamento das famílias e os juros. A segurança pública também ocupou espaço na propaganda.
“Todo mundo concorda que o Brasil não tá bom do jeito que tá”, afirmou.
Na sequência, Flávio dedicou parte do programa à família e às mulheres de sua vida. O senador citou a mãe, a esposa, Fernanda, e as filhas, Luísa e Carol, destacando a influência delas em sua trajetória.
“Bom, todo mundo conhece meu pai, né? Mas, ó, minhas filhas, minha esposa, minha mãe me fizeram ser assim, do jeito que eu sou. […] Lá em casa quem manda são elas”, declarou.
No encerramento, o candidato voltou a defender o combate ao crime e às facções criminosas.
Lula começa programa com críticas a Flávio
A campanha de Lula iniciou sua propaganda com críticas diretas a Flávio Bolsonaro. A peça apresentou um “currículo” da trajetória política do senador e fez referências a acusações relacionadas ao período em que exerceu mandato parlamentar.
Entre os assuntos citados pela campanha petista estão o caso das chamadas rachadinhas, supostas relações com funcionário fantasma e o Banco Master.
Ao final, a propaganda classificou Flávio como “o pior dos Bolsonaro”.
Além dos ataques ao adversário, Lula foi apresentado como defensor da soberania nacional. O tema ganhou destaque diante das recentes tensões entre o governo brasileiro e os Estados Unidos e da aproximação de Donald Trump com setores do campo bolsonarista.
A campanha também destacou ações e propostas nas áreas de economia, emprego, educação, saúde e segurança.
Entre as medidas citadas estão políticas de proteção a mulheres, idosos e crianças, o combate às facções criminosas e ao crime organizado, desconto de 80% na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e a defesa do fim da escala 6×1 sem redução salarial.
Caiado destaca trajetória política e segurança
Ronaldo Caiado utilizou seus 2 minutos e 2 segundos para apresentar sua trajetória política e enfatizar a atuação na área de segurança pública.
A propaganda relembrou a carreira de Caiado como médico, sua passagem pelo governo de Goiás e ações nas áreas de segurança, saúde e educação.
O programa também resgatou a atuação do candidato como liderança ruralista e fez críticas aos governos do PT, especialmente em relação à segurança pública e aos conflitos no campo.
“É guerreiro todo dia”, afirmou a campanha.
Augusto Cury critica corrupção
Com apenas 35 segundos, Augusto Cury concentrou sua propaganda em críticas à corrupção e à política tradicional.
O candidato do Avante citou escândalos como o mensalão e questionou os eleitores sobre a possibilidade de manter o atual cenário político.
“É isso que vocês querem? Mais quatro anos?”, perguntou.
Cury também se apresentou como uma alternativa aos políticos tradicionais e defendeu a necessidade de “curar o Brasil”, em referência à sua atuação como escritor e especialista em saúde mental.
Candidatos sem tempo em rede
Candidatos como Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), além de outros concorrentes cujos partidos não atingiram os critérios da cláusula de desempenho, não tiveram participação nos blocos da propaganda eleitoral gratuita em rede.
A estreia na televisão ocorre um dia após os presidenciáveis iniciarem a propaganda eleitoral no rádio.





