PF abre apuração sobre possível interferência dos EUA nas eleições

O diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, confirmou neste domingo (4/10), dia das eleições, que a corporação abriu um procedimento de investigação sobre uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. Ele deu entrevista na sede da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
“Recebemos uma representação da AGU sugerindo apuração de interferência externa. Foi encaminhado para a Diretoria de Inteligência para dar início à apuração. É uma investigação em andamento, um procedimento prévio. Não foi publicada a portaria do inquérito, mas já temos uma investigação em curso”, disse Andrei.
Segundo o diretor-geral, a apuração tem caráter preliminar, e não houve instauração formal de inquérito.
Base da representação da AGU
A AGU baseou a notícia-crime em reportagem do jornal inglês The Guardian, intitulada “Governo Trump desvia recursos destinados aos direitos humanos para promover uma agenda de extrema direita no exterior”. Segundo o jornal, a gestão Trump destinou US$ 1 milhão de um fundo de direitos humanos a um programa chamado “Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil”.
No documento, a AGU afirma que a reportagem evidencia “um possível direcionamento de verbas públicas do governo dos Estados Unidos para o financiamento de redes e organizações atuantes no território brasileiro”. Segundo o órgão, a finalidade seria interferir no processo eleitoral brasileiro.
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Embaixadas e segurança
Andrei Rodrigues afirmou que “não há risco efetivo ou elemento concreto” nem plano contra as embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália em Brasília. No fim da semana, ambas suspenderam o atendimento consular às vésperas das eleições, como medida de segurança.





