Nunes Marques diz que votação do 1º turno ocorre com normalidade

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que a votação do primeiro turno ocorre com normalidade e transparência. Em balanço parcial do pleito, ele destacou a preparação da Justiça Eleitoral, o funcionamento das urnas eletrônicas e as medidas de segurança do processo.
“É uma festa da democracia”, afirmou o ministro ao comentar o trabalho realizado nos meses que antecederam a votação.
Nunes Marques também destacou a atuação da ministra Cármen Lúcia, sua antecessora na presidência do TSE, que iniciou parte dos trabalhos de preparação para as eleições de 2026.
Uso do e-Título
Mais de 6 milhões de títulos foram emitidos entre sábado (3) e domingo (4), e mais de 15 milhões de consultas sobre locais de votação foram realizadas. O aplicativo também registrou mais de 3 milhões de justificativas de ausência.
Segundo o ministro, a ferramenta ajuda a diminuir a concentração de eleitores nos locais de votação.
“Isso reduz filas, porque a justificativa pode ser feita de forma digital”, explicou.
Urnas e acessibilidade
O presidente do TSE informou que 1.121 urnas eletrônicas precisaram ser substituídas, o equivalente a 0,2% do total. Apesar das ocorrências, o funcionamento das sessões eleitorais permaneceu dentro da normalidade.
A Justiça Eleitoral também organizou o transporte de mais de 2 mil eleitores com mobilidade reduzida e de mais de 8 mil eleitores de comunidades remotas, indígenas e quilombolas.
Chuvas e falta de energia
O Paraná concentrou as principais dificuldades relacionadas ao clima. Fortes chuvas e ventos provocaram problemas no fornecimento de energia elétrica em cerca de 140 municípios no início do dia.
No momento do balanço, cerca de 94 cidades ainda registravam algum problema. Nunes Marques afirmou, porém, que as sessões continuavam funcionando normalmente.
“Todas as urnas estão funcionando”, afirmou o ministro.
Segundo ele, geradores e baterias estavam disponíveis para garantir a votação e a transmissão dos dados.
Desinformação
O presidente do TSE informou que foram registradas 453 denúncias de desinformação até as 13h deste domingo. Desde 16 de agosto, o número chegava a cerca de 2.800 ocorrências.
Nunes Marques afirmou que não havia, até aquele momento, registros relevantes de conteúdos falsos produzidos por inteligência artificial envolvendo candidatos à Presidência.
“Não tivemos nenhum deepfake relevante envolvendo os candidatos à Presidência”, disse.
Ele acrescentou que grande parte do conteúdo identificado já era conhecida e monitorada pela Justiça Eleitoral.
Crimes eleitorais
Até o momento da declaração, 59 pessoas haviam sido conduzidas por suspeita de crimes eleitorais, sendo 25 presas em flagrante.
Mais de R$ 380 mil em dinheiro foram apreendidos somente neste domingo. Desde janeiro, o valor apreendido em ações relacionadas às eleições ultrapassava R$ 30 milhões.
Os números, segundo Nunes Marques, eram parciais e poderiam ser atualizados ao longo do dia.
Celulares nas cabines
Nunes Marques comentou a fiscalização sobre o uso de celulares e outros equipamentos eletrônicos nas cabines de votação. Os mesários foram orientados a impedir a entrada de eleitores com aparelhos que possam ser usados para fotografar ou filmar o voto.
“Os mesários foram treinados para impedir a entrada de celulares e outros dispositivos eletrônicos”, afirmou o ministro.
Segundo ele, eventuais ocorrências são encaminhadas inicialmente aos Tribunais Regionais Eleitorais.
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Possíveis questionamentos após a eleição
Questionado sobre uma eventual judicialização do resultado, Nunes Marques afirmou que é tradicional que candidatos recorram à Justiça Eleitoral após as eleições. Entre os temas que costumam gerar questionamentos estão suspeitas de abuso de poder político e econômico.
O presidente do TSE afirmou que, naquele momento, o processo seguia normalmente e que o tribunal mantinha confiança no sistema eletrônico de votação.
“Quase três horas antes do término da votação, o que nós temos é normalidade e transparência”, afirmou.
Após o encerramento da votação, começa a etapa de transmissão dos dados e, depois, a totalização dos votos.
Nunes Marques também afirmou que, até aquele momento, não havia registros concretos de riscos de ataques ou ações coordenadas de organizações criminosas contra o processo eleitoral. Equipes da Justiça Eleitoral, da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência acompanhavam a situação.
“Não temos nenhum fato concreto que indique risco de uma ação organizada contra as eleições”, declarou.





