Candidata do PT critica pouco espaço para mulheres durante convenção da esquerda

A candidata a deputada estadual Michelle Andrews (PT) recorreu às redes sociais, neste sábado (1º/8), para criticar o pouco espaço concedido às mulheres durante a convenção da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. A manifestação ocorreu após a apresentação dos candidatos do grupo no Clube do Trabalhador do Sesi, no bairro São José I, Zona Leste de Manaus.
“O fim da convenção e a gente pode dizer que, infelizmente, as mulheres falaram pouquíssimo. Ainda teve uma candidata que teve que roubar o microfone para poder falar”, declarou Michelle.
A candidata afirmou que decidiu não subir ao palco para contestar a organização durante o evento, mas indicou que pretende adotar uma postura mais firme na defesa da participação feminina.
“Eu não fui para cima do palco para brigar, porque sei como isso aqui funciona. Mas quero dizer que estou à disposição, que a minha luta é pé no chão e, se for preciso, eu tiro o microfone da mão deles”, afirmou.
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Crítica expõe disputa por espaço dentro da federação
A declaração evidencia uma contradição interna para um grupo político que tem a ampliação da presença feminina nos espaços de poder entre suas principais bandeiras. A crítica desloca o debate da quantidade de candidaturas de mulheres para a participação efetiva delas nos momentos de maior visibilidade da campanha.
A manifestação também funciona como uma estratégia de diferenciação dentro da chapa proporcional. Embora integrem a mesma federação, os candidatos disputam entre si os votos necessários para ocupar as cadeiras da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Ao cobrar maior espaço, Michelle reforça sua identidade política como representante das mulheres negras.
Apesar da insatisfação, a candidata não sinalizou rompimento e reafirmou o apoio à federação e à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição.
“No mais, quero agradecer à Federação Brasil da Esperança. A gente está na luta para eleger o Lula e colocar mais mulheres negras na Aleam”, concluiu.





