Alckmin diz que candidatos à Presidência não deveriam ter sigilo

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta quinta-feira (22/10) que candidatos à Presidência da República não deveriam manter sigilos bancário, fiscal ou telefônico. A declaração foi dada a jornalistas, em São Paulo, antes de um ato em apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Quem ocupa o cargo de presidente da República, sai candidato a presidente da República, tem o dever de não ter sigilo nenhum”, disse Alckmin. O vice-presidente também criticou as 19 exigências apresentadas por Flávio Bolsonaro (PL) para a divulgação dos dados. “Quem faz 19 exigências não quer, desculpa, não quer abrir sigilo nenhum”, afirmou.
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A disputa começou no debate presidencial da Band, no domingo (18/10), quando Lula desafiou Flávio a divulgar seus dados. A campanha petista encaminhou documentos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dois dias depois. Na quarta-feira (21/10), Flávio aceitou o desafio e apresentou 19 condições, que incluíam informações sobre familiares de Lula e pessoas ligadas ao presidente.
As campanhas anunciaram um acordo nesta quinta-feira, mas isso não significa que os sigilos tenham sido efetivamente abertos. O ministro do TSE André Mendonça autorizou os candidatos a divulgar voluntariamente os próprios dados, sem necessidade de autorização judicial. A divulgação ainda depende do cumprimento das condições acertadas pelas campanhas.
Ato em São Paulo
Alckmin falou antes do Ato da Frente Ampla pela Democracia e pela Soberania, realizado na Casa de Portugal, em São Paulo. O encontro reuniu representantes da sociedade civil, organizações e políticos de diferentes partidos em apoio à candidatura de Lula e Alckmin. Durante o evento, foi apresentado um manifesto em defesa da democracia, do Estado de Direito e da soberania nacional.





