“A direita tem um candidato único”, diz Delegado Pablo sobre o Senado

A poucos dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, a disputa pelas duas vagas ao Senado no Amazonas revelou divergências dentro do Partido Liberal (PL). Em entrevista ao Onda News, o candidato a deputado federal Delegado Pablo criticou a declaração de um integrante da legenda que manifestou apoio ao senador Plínio Valério como segunda opção de voto.
Posição do PL sobre o Senado
Pablo afirmou que, na visão dele, o PL possui um único candidato ao Senado e citou o posicionamento atribuído ao senador Flávio Bolsonaro, principal liderança nacional do partido.
“Nós temos um apoiador máximo que está concorrendo ao cargo de presidente da República, que é o nosso senador Flávio Bolsonaro, que é o candidato do 22, e ele chegou e disse de maneira muito simples, clara, transparente, de que nós tínhamos um único candidato ao Senado, que é o Capitão Roberto Neto com o número 222”, disse.
Segundo o candidato, o eleitor tem liberdade para escolher os dois nomes para o Senado, mas essa possibilidade não deveria ser apresentada como se o partido tivesse mais de um candidato oficial.
“Você, eleitor, tem a liberdade para escolher quem você quiser, seja no primeiro, seja no segundo voto do Senado, mas a gente não pode transformar essa sua liberdade na escolha numa moeda de troca.”
Pablo também afirmou que manifestações diferentes dentro do próprio grupo podem gerar dúvidas entre os eleitores sobre o posicionamento do PL.
“A minha crítica vem a alguém que se diz direita, que sabe o que está acontecendo dentro dos bastidores, que entende qual é o direcionamento que nós temos dentro do Partido Liberal, criar um dissenso, uma confusão mental para tentar se favorecer de alguma coisa”, frisou.
A disputa ocorre em uma eleição na qual cada eleitor poderá escolher dois candidatos para as duas vagas em disputa. A declaração de Pablo acontece na reta final da campanha, quando os candidatos intensificam as ações em busca de votos.
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Defesa de discurso unificado
O candidato defendeu que a campanha mantenha um discurso unificado e afirmou que a divergência não deveria ser tratada apenas como uma questão pessoal.
“Nós temos um grupo unido, um grupo coeso, um grupo que segue no mesmo caminho, que segue na mesma trilha, que quer o melhor para o Estado do Amazonas”, disse.
Na avaliação dele, uma campanha eleitoral depende da atuação coletiva dos integrantes do grupo político.
“Ninguém está aqui para vencer sozinho, quem tem que vencer são os amazonenses, quem tem que vencer é o povo brasileiro”, pontuou.
Ao comentar a divergência, Pablo disse ainda que pretende manter a orientação política defendida pelo grupo ligado ao PL.
“Por isso que a gente tenta manter o mesmo discurso, tenta não confundir a cabeça do eleitor, tenta não levar as coisas para o lado pessoal e sim para o lado do grupo”, declarou.





