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Educação financeira: especialistas indicam estimular crianças e adolescente sobre finanças

Em meio a notícias sobre cotação alta do dólar, aumento da cesta básica e queda no poder de compra do brasileiro, ter noção sobre educação financeira se torna cada vez mais essencial. Mais ainda quando se trata de ensinar crianças e adolescentes a poupar dinheiro e não gastar com supérfluos para um investimento futuro.

Para a sócia e diretora de tecnologia educacional da Happy – Escola do Futuro, Debora Naomi Inouye, saber o “conceito de inteligência financeira nem sempre é saber aplicar”. Em entrevista ao portal EdiCase, a especialista informou que “estimular as crianças a entenderem suas necessidades enquanto pequenas permite que, quando adultas, tenham uma maior consciência sobre suas finanças”.

Conforme o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas, divulgado pelo Serasa com dados de junho de 2024, o Amazonas é o quinto estado com maior número de pessoas inadimplentes do país. Sendo 50,3% mulheres e 49,7% homens. São informações que reforçam a necessidade de aprender desde cedo sobre educação financeira.

E a menos de um mês do Natal, quando o comércio já se aquece e os pais se desdobram para comprar presentes para os filhos, é um bom período para as “primeiras aulas práticas” para os mais jovens sobre como comprar produtos e economizar evitando despesas desnecessárias. Algumas dicas de especialistas são:

  • Converse sobre dinheiro: explique o papel do dinheiro, a necessidade de trabalhar e o esforço para conquistá-lo. Os conceitos precisam ser inseridos aos poucos para que a criança possa assimilá-los;
  • Faça brincadeiras lúdicas: brincar estimula e ajuda a assimilar informações; brinque de ir ao mercado, por exemplo, e aborde noções de quantidade, valor e necessidade;
  • Estimule a compensação: defina metas a serem cumpridas com base em compensação. Assim, poderá estimular autonomia e autogestão das finanças.
  • Ofereça mesada: ajudar a estimular o entendimento pessoal e emocional com o dinheiro;
  • Compre um cofrinho: é uma forma de poupar dinheiro e incentivar a juntar as primeiras economias.
  • Use exemplos do cotidiano: quando fizer compras, inclua as crianças no processo. Mostre como comparar preços, planejar o orçamento e evitar compras por impulso para ajudar a entender o valor das coisas.

Mas antes de ensinar os filhos, os pais ou responsáveis precisam saber organizar as próprias finanças. Neste caso, as orientações são: evitar despesas maiores que o salário ou renda familiar; controlar impulsos de consumo; fazer um planejamento financeiro; definir quais são as despesas prioritárias; e fazer uma poupança ou reservar um dinheiro de emergência.


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Disciplina sobre finanças nas escolas

No dia 18 de setembro de 2023, o governador Wilson Lima (União Brasil) sancionou a Lei nº 6.445/2023 que inclui a educação financeira como conteúdo transversal e componente essencial na grade curricular das escolas públicas e particulares do Amazonas. E para ajudar os alunos do ensino médio da rede estadual a desenvolver habilidades relacionadas às finanças pessoais, vida, carreira profissional e empreendedorismo, mais de 1,3 mil professores e pedagogos receberam neste ano uma formação por meio do “Projeto Vida”, da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc).

No âmbito de Manaus, a Lei Ordinária nº 3.188/2023, sancionada pelo prefeito David Almeida (Avante), institui a Semana Municipal de Educação Financeira nas escolas públicas da capital. Segundo a legislação em vigor, o evento será realizado “anualmente na segunda semana do mês de novembro e contará com a participação de diversas instituições e pessoas físicas que promovam ações e iniciativas de educação financeira”.

Presidente da Câmara de Dirigentes e Lojistas (CDL) em Manaus, o empresário Ralph Assayag defende que a educação financeira seja obrigatória nas unidades escolares, mas desde o ensino fundamental até o médio. O dirigente até acredita que esta seja uma disciplina mais relevante que outras matérias curriculares.

“Eu acredito que é de uma importância vital [educação financeira] para a vida toda desses jovens [estudantes]. Eu acho que deveria ser obrigatório [nas escolas] fazer o primeiro momento no [ensino] fundamental e depois no ensino médio. O aluno não podia sair [concluir a formação no colégio] se não tivesse a parte do estudo da educação financeira”, disse Assayag à Rede Onda Digital. “É de uma importância mais do que talvez aprender outras matérias da própria história”, acrescentou.

Conforme o empresário, a CDL-Manaus realiza cursos para ensinar adultos a organizarem as finanças. “Nós fazemos muito [educação financeira] já para os pais porque fazemos muito esse treinamento para a terceira idade. Fazemos muito para empresas e alguns órgãos […] E melhora muito depois que eles se organizam e não imaginavam como estavam jogando dinheiro fora. Então, é muito importante para diminuir uma inadimplência, para melhorar sua situação financeira e entender o jeito que deveria ser gasto seu dinheiro”, disse o presidente da entidade.

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