O que acontece quando o empréstimo não é pago? Especialista explica

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Quem nunca pensou em fazer um empréstimo para reformar a casa, quitar dívidas ou custear um tratamento de saúde? Ver o dinheiro cair na conta pode parecer uma luz no fim do túnel para quem está passando por dificuldades. O problema é que essa solução, se não for bem planejada, pode se transformar em uma bola de neve e causar dor de cabeça para quem ficar inadimplente.
De acordo com a advogada Larissa Brandão, especialista em Direito Bancário, uma das primeiras consequências da falta de pagamento de um empréstimo é a cobrança de juros e multas, que fazem a dívida crescer rapidamente. Com o passar do tempo, o valor a ser pago pode ficar muito maior do que o inicialmente contratado, tornando ainda mais difícil colocar as contas em dia.
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Além disso, o nome do devedor também pode ser incluído no SPC e Serasa, e a negativação impede o acesso a novos créditos, dificulta a abertura de contas, a realização de financiamentos e até a contratação de serviços básicos, como planos de telefonia ou internet.
Para explicar melhor o que acontece na prática, a advogada compartilhou nas redes sociais um caso real.
“Um cliente pegou 30 mil reais no Nubank, usou parte do dinheiro e depois decidiu não pagar mais. O banco entrou com uma execução na justiça e na execução ele recebeu 3 dias pra pagar, ou 15 dias pra apresentar defesa. E se ele não apresentasse uma defesa, já teria arresto e penhora de bens indicados na inicial do processo. Se tu escapar de um processo judicial, depois de muito tempo, o banco baixa o valor e te dá um desconto pra pagar a dívida”, explicou.
Larissa explica que a inadimplência pode parecer temporária, mas os impactos podem durar anos, desde o aumento dos juros até restrições financeiras sérias e processos judiciais.
Segundo ela, mesmo após negociar a dívida e conseguir um desconto, o nome do consumidor pode ser incluído no Registrato do Banco Central, um sistema que registra débitos vencidos. Para retirar essa informação, é necessário fazer uma reclamação no site consumidor.gov.br, seguindo as instruções fornecidas pelo banco ou pelo advogado.
Ainda de acordo com a advogada, esse procedimento ajuda a regularizar o histórico de crédito e evitar problemas futuros na obtenção de novos empréstimos ou financiamentos.






