Quem é Roberto Cidade, eleito governador do Amazonas até 2027

Roberto Cidade (Foto: Evandro Seixas/Aleam)
Roberto Cidade (União Brasil) foi eleito o novo governador do Amazonas em eleição indireta realizada nesta segunda-feira (4), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). A chapa dele, com Serafim Corrêa (PSB) como vice, recebeu os 24 votos dos deputados estaduais.
Natural de Manaus, Roberto Cidade tem 39 anos e estava em seu segundo mandato como deputado estadual. Iniciou a carreira política em 2016, ao disputar vaga de vereador em Manaus. Recebeu 6.285 votos e ficou como suplente.
Na Aleam, iniciou o mandato em 2019 como 3º vice-presidente da Mesa Diretora e presidiu a Comissão de Transportes. Em dezembro de 2020, foi eleito presidente da Casa aos 34 anos, tornando-se o mais jovem a ocupar o cargo.
Durante a pandemia de Covid-19, participou de votações como a criação de auxílio estadual permanente, a aprovação da Lei do Gás e a liberação de recursos do Fundo de Fomento ao Turismo (FTI) para a saúde.
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Em 2022, foi reeleito deputado estadual com 105.510 votos, a maior votação da história do Amazonas. No ano seguinte, foi reconduzido por unanimidade à presidência da Aleam, garantindo sequência de mandatos à frente do Legislativo.
A permanência no cargo gerou questionamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2024, o ministro Cristiano Zanin suspendeu a reeleição antecipada de Cidade. O processo foi encerrado em março de 2025, após a anulação da eleição anterior e validação de novo pleito realizado pela Aleam.
Ainda em 2024, Cidade assumiu o diretório municipal do União Brasil em Manaus e disputou a Prefeitura, quando recebeu 187.566 votos.
Vice Serafim Corrêa

Natural de Manaus, Serafim Fernandes Corrêa, casado com Iza Amélia de Castro Albuquerque, começou seus estudos no Grupo Escolar Barão do Rio Branco (primário) e no Colégio Dom Bosco (ginásio e científico). É técnico em contabilidade pelo Colégio Comercial Brasileiro, Economista pela Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Amazonas – Corecon nº 075 – e Advogado Tributarista pela Faculdade Martha Falcão – OAB/AM nº 7669.
A motivação pela política começou cedo. Ainda em 1972, foi presidente do Sindicato dos Economistas do Amazonas, conselheiro do Conselho Regional de Economia da 13ª Região, onde também foi presidente, em 1984, e presidente da União Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), em 1979.
Serafim é filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) desde 1987 e é presidente estadual do partido, atuando como membro do diretório nacional e executiva nacional. O parlamentar também integra o conselho diretor da Fundação João Mangabeira. Foi vereador, secretário municipal de finanças da prefeitura de Manaus, presidente do PSB-Manaus, presidente do PSB-AM, prefeito de Manaus, vice-presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), membro do Comitê de Articulação Federativa da Presidência da República, representando a FNP e membro do Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
Publicou 5 livros. “Por que Bosco morreu?”, de 1980; “Manaus e a Constituição Mãe”, de 1991; “Os números de Manaus”, de 1995;“Zona Franca de Manaus – História, Mitos e Realidade”, de 2002 e “TRIBUTOS – É mais fácil do que você pensa” em 2014.
Em 2015, assumiu o mandato como deputado estadual na Assembleia Legislativa do Amazonas e atuou no período de fevereiro de 2015 a dezembro de 2016 como presidente da Comissão de Indústria, Comércio Exterior e Mercosul (Cicem). Serafim Corrêa foi reeleito para o segundo mandato de deputado estadual da Assembleia Legislativa do Amazonas (2019-2023).
Em 2023, foi nomeado pelo governador Wilson Lima como Secretário de Estado da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação – SEDECTI. Recentemente deixou o cargo para entrar no pleito deste ano.
Eleição indireta
A votação ocorreu após a renúncia do então governador Wilson Lima (União Brasil) e do vice Tadeu de Souza (Progressistas), no início de abril. Pela Constituição estadual, a escolha é feita de forma indireta quando a vacância ocorre nos dois últimos anos de mandato.





