PL lidera composição do Senado em 2027, seguido pelo PT

A composição do Senado Federal a partir de fevereiro de 2027 terá uma nova configuração partidária, com o Partido Liberal (PL) na liderança, seguido pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Com o encerramento das eleições neste domingo (25/10), o PL deverá ocupar 29 das 81 cadeiras da Casa, enquanto o PT contará com dez representantes.
O cenário considera os 54 senadores eleitos em 4 de outubro, os 27 parlamentares que ainda possuem mandatos até 2031 e as mudanças provocadas pela eleição de senadores para governos estaduais.
Depois de PL e PT, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) aparece com oito senadores, seguido pelo Progressistas (PP), com seis. União Brasil e Republicanos terão cinco representantes cada, enquanto o Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB) contarão com quatro parlamentares cada.
O Novo terá três senadores. PSDB e Podemos terão dois representantes cada, enquanto Rede e Partido Democrático Trabalhista (PDT) contarão com um senador cada. Romário, do Rio de Janeiro, permanecerá sem partido.
Renovação de 74% nas cadeiras disputadas
As eleições de 2026 também provocarão uma mudança significativa na composição do Senado. Dos 54 mandatos disputados neste ano, 40 serão ocupados por novos parlamentares, o equivalente a uma renovação de aproximadamente 74% das vagas em disputa.
Entre os 32 senadores que tentaram a reeleição, 14 conseguiram permanecer na Casa, o equivalente a 43,7% desse grupo.
As outras 27 cadeiras não participaram da disputa porque seus titulares foram eleitos em 2022 para mandatos que terminam apenas em janeiro de 2031. Mesmo assim, algumas dessas vagas terão novos ocupantes devido à eleição de seus titulares para governos estaduais.
Amazonas terá mudança na bancada
No Amazonas, a eleição de Omar Aziz (PSD) para o Governo do Estado abre caminho para que sua primeira suplente, Cheila Moreira (PT-AM), assuma a cadeira no Senado Federal.
A mudança também terá reflexo na representação feminina. A partir de fevereiro de 2027, o Senado deverá contar com 19 mulheres, o equivalente a 23,5% das 81 cadeiras. O grupo será formado pelas 12 mulheres eleitas em outubro e por outras sete que exercerão mandatos iniciados em 2023.
Outras mudanças ocorrerão em Minas Gerais e no Paraná. Alex Diniz (PL) assumirá a vaga de Cleitinho (Republicanos), eleito governador mineiro. Já no Paraná, Luís Felipe Cunha (PL) substituirá Sergio Moro (PL), também eleito governador.
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Por outro lado, Alan Rick (Republicanos-AC) e Professora Dorinha Seabra (União-TO), que disputaram os governos estaduais no segundo turno e foram derrotados, permanecerão no Senado.
Caso Deltan Dallagnol ainda pode alterar composição
Apesar da definição da maior parte das cadeiras, a composição final do Senado ainda depende de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o registro da candidatura de Deltan Dallagnol (Novo), eleito senador pelo Paraná com 2,9 milhões de votos, correspondentes a 25,14% dos votos válidos.
O caso está relacionado à decisão do próprio TSE que, em 2023, cassou o registro de candidatura de Dallagnol para deputado federal. Na ocasião, a Corte entendeu que sua exoneração do Ministério Público Federal, em 2021, buscou evitar processos disciplinares e contornar restrições da Lei da Ficha Limpa.
Em setembro deste ano, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) havia deferido o registro da candidatura ao Senado. A decisão, porém, foi contestada no TSE.
Em 3 de outubro, o ministro Floriano de Azevedo Marques indeferiu o registro em decisão individual. No dia seguinte, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu os efeitos da decisão, permitindo que os votos fossem contabilizados até a análise do caso pelo plenário.
O julgamento estava previsto para 8 de outubro, mas foi adiado a pedido da defesa, sem nova data anunciada.
Caso o TSE confirme o indeferimento do registro, os votos recebidos por Dallagnol serão anulados e deverá ser realizada uma eleição suplementar no Paraná para preencher a vaga no Senado. A decisão poderá modificar a composição partidária projetada para 2027.





