“Levarei para o túmulo”: Em entrevista, Flávio se nega a dizer como saiu do Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL) concedeu nesta quinta-feira (5/11) a primeira entrevista após deixar o Brasil, ao jornal The New York Times. Ele afirmou que organizou a própria viagem e negou ter recebido ajuda de qualquer governo para chegar ao território norte-americano.
“Foi tudo obra minha”, disse Flávio ao jornal. “Não houve ajuda de absolutamente ninguém, de nenhum governo.”
O senador não quis dar detalhes sobre a viagem. “Levarei isso para o túmulo comigo”, afirmou.
Entrada nos Estados Unidos
Flávio e a família entraram nos Estados Unidos por meio do chamado discretionary parole, mecanismo que permite a permanência temporária de estrangeiros no país em situações específicas, como razões humanitárias urgentes ou benefício público significativo.
Ele, a esposa, Fernanda Bolsonaro, e as duas filhas chegaram à manhã de quarta-feira (28/10). A família embarcou em um avião particular na Argentina, fez escala em Guayaquil, no Equador, e seguiu para Miami, onde pousou no aeroporto executivo Miami-Opa Locka.
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Travessia da fronteira com a Argentina
Antes, o senador atravessou a fronteira entre Brasil e Argentina pela Ponte Internacional Tancredo Neves, em Misiones. Segundo a Direção Nacional de Migrações argentina, Flávio entrou no país às 22h50 de terça-feira (27/10) e deixou o território argentino cerca de 40 minutos depois. De acordo com o órgão, os quatro integrantes da família apresentaram documentos de viagem válidos.
A viagem aconteceu depois de a Polícia Federal solicitar a entrega dos passaportes do senador. Autoridades brasileiras ainda investigam como ocorreu a saída de Flávio do Brasil.





