Infecção urinária pode evoluir para quadro grave e até fatal, alerta nefrologista

O caso da atriz Carolina Dieckmann, internada por quatro dias após ser diagnosticada com uma infecção nos rins em estágio avançado, acendeu um alerta sobre os perigos da evolução das infecções urinárias.
A condição enfrentada por ela, conhecida como pielonefrite, é considerada uma forma grave da infecção e pode evoluir rapidamente se não for tratada corretamente.
Em entrevista à Rede Onda Digital, a médica nefrologista Karla Petruccelli explicou o que é a doença e por que ela merece tanta atenção. A pielonefrite é uma infecção urinária profunda, ou seja, quando já há comprometimento dos rins e não apenas do trato urinário baixo, como a bexiga e a uretra. Como é uma infecção mais severa, normalmente envolve bactérias mais perigosas e pode evoluir para uma infecção generalizada, representando risco de vida.
Sintomas de alerta
A médica destaca que a infecção urinária simples costuma causar sintomas leves, como irritação na bexiga, aumento da frequência para urinar e mudança no odor da urina. Já na pielonefrite, os sinais se tornam mais pronunciados. O principal é uma dor lombar intensa, localizada na região dos rins, abaixo das costelas, que não cede facilmente com analgésicos comuns.
Além disso, a pessoa pode apresentar febre alta, calafrios importantes, suor frio e mãos geladas. Esses sintomas indicam que as bactérias já estão migrando para a corrente sanguínea. Quando há histórico de sintoma urinário e a pessoa começa a evoluir com febre e calafrios, é preciso atentar porque pode ser pielonefrite.
Alguns grupos são mais vulneráveis à pielonefrite. Pessoas com imunidade mais baixa, diabéticos, idosos e aqueles com malformações do trato urinário estão entre os mais propensos. Crianças que nascem com malformações e idosos com problemas de próstata que causam obstrução também fazem parte desse grupo. Pacientes com pedras nos rins devem ficar em alerta, pois também têm risco aumentado.
Diagnóstico precoce faz diferença
A recuperação de um paciente com pielonefrite depende diretamente da rapidez do diagnóstico. Quanto mais cedo a infecção for identificada, mais rápida e eficaz será a recuperação. O tratamento é feito com antibióticos específicos, que devem ser prescritos pelo médico com base no perfil das bactérias causadoras.
Geralmente, o tratamento começa com antibióticos via parenteral, ou seja, injetáveis, e quando o paciente melhora, pode ser convertido para a via oral. A médica reforça que é fundamental procurar atendimento médico para que seja determinado o tratamento adequado para aquele perfil de bactéria.





