Flávio Bolsonaro lidera na capital, mas Lula mantém vantagem no interior

Uma pesquisa eleitoral do Instituto Pontual, registrada no TSE sob o número AM-08742/2026, mostra que a disputa presidencial no Amazonas tem contornos bem diferentes dependendo da região analisada. Enquanto o resultado estadual aponta Lula (PT) na frente, com 44,4% das intenções de voto contra 37,6% de Flávio Bolsonaro (PL), o recorte por região revela um cenário de mão dupla.
Flávio na frente na capital
Em Manaus, Flávio Bolsonaro aparece com 42,8% das intenções de voto, superando Lula, que marca 36,1% na capital — uma diferença de 6,7 pontos percentuais a favor do candidato do PL. Ainda na capital, Augusto Cury (Avante) aparece isolado na terceira posição, com 6,0%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 2,6%.
Lula dispara no interior
O cenário se inverte completamente fora da capital. No interior do estado, Lula soma 53,5% das intenções de voto, contra 31,9% de Flávio Bolsonaro — uma vantagem de 21,6 pontos percentuais para o petista, quase o triplo da margem que Flávio tem na capital. Augusto Cury aparece com 4,6% no interior, enquanto Caiado marca 1,1%.
A rejeição confirma o padrão regional
Os índices de rejeição reforçam a divisão geográfica identificada na pesquisa. Lula é rejeitado por 50,3% dos eleitores da capital — justamente a região onde tem seu pior desempenho — enquanto no interior sua rejeição cai para 34,7%. Com Flávio Bolsonaro, o padrão se repete de forma espelhada: 47,7% de rejeição no interior, contra 38,5% na capital.
No total do estado, os dois candidatos empatam tecnicamente na rejeição, com 42,9% cada, o que reforça a tese de que Amazonas capital e Amazonas interior funcionam, na prática, como dois eleitorados distintos.
Indecisos podem ser decisivos
A pesquisa também identificou 3,7% de eleitores indecisos no estado, sendo 4,9% na capital e 2,7% no interior, além de 2,6% que declararam voto em branco ou nulo. Embora sejam percentuais menores, esses eleitores podem ter peso relevante em um cenário de disputa polarizada e regionalizada como o registrado no Amazonas.





