Flávio acusa Lula de fake news e nega que pretenda acabar com Bolsa Família

O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) negou nesta segunda-feira (19) que pretenda acabar com o Bolsa Família em até dois anos, caso seja eleito. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele acusou a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de divulgar informações falsas sobre a proposta de transição do programa social.
“Ele está dizendo por aí que eu acabaria com o Bolsa Família em até dois anos. É óbvio que isso não vai acontecer, é óbvio que isso é mentira”, declarou Flávio.
A polêmica começou após uma entrevista da economista Daniella Marques, coordenadora da área econômica da campanha de Flávio, à rádio CBN Bahia. Na ocasião, ela explicou que a proposta prevê um período de transição de dois anos para beneficiários que conseguirem emprego com carteira assinada ou decidirem abrir um negócio.
Segundo Daniella, a medida permitiria que essas pessoas tivessem tempo para se estabelecer financeiramente. Caso a tentativa de ingresso no mercado de trabalho ou de abertura de um empreendimento não dê certo, o beneficiário poderia retornar ao programa.
Leia mais
Flávio Bolsonaro já está em Manaus para ato na Ponta Negra
Nikolas Ferreira chega a Manaus para ato político na Ponta Negra
“Quem está no Bolsa Família vai ter uma regra de transição de dois anos para que possa abrir o seu negócio ou aceitar um emprego de carteira assinada, com uma regra de transição por dois anos e um retorno automático caso dê errado”, afirmou a economista.
Como funciona a regra atual do Bolsa Família
Atualmente, o programa do governo federal possui uma Regra de Proteção para famílias que conseguem aumentar a renda e ultrapassam o limite de entrada no Bolsa Família, fixado em R$ 218 por pessoa.
Pelas regras atuais, famílias que entram na Regra de Proteção podem continuar recebendo parte do benefício, mesmo com o aumento da renda, desde que atendam aos critérios estabelecidos pelo programa.
O valor e o período de permanência variam conforme as regras aplicáveis a cada família. Para os casos abrangidos pela regra atual, o benefício pode ser mantido em 50% do valor original, respeitados os limites de renda e o prazo previstos pelo governo.
A proposta apresentada pela equipe econômica de Flávio Bolsonaro prevê um período de transição de dois anos para quem conseguir emprego formal ou abrir um negócio. A medida, caso seja adotada, representaria uma mudança nas regras atuais do programa.





