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Especialista explica por que o jejum intermitente não serve para todo mundo

Segundo a especialista Larissa Leite, o jejum intermitente não deve ser visto como cura ou tratamento de doenças
29/11/25 às 13:00h
Especialista explica por que o jejum intermitente não serve para todo mundo

(Foto: Reprodução/Freepik)

O jejum intermitente tem ganhado cada vez mais adeptos no Brasil e no mundo. A estratégia, que alterna períodos planejados sem ingestão de alimentos com janelas específicas de alimentação, vem sendo vista por muitos como um caminho rápido para emagrecer ou melhorar indicadores de saúde. Diferente de dietas tradicionais, esse método não define necessariamente o que comer, mas quando comer.

Entre os modelos mais comuns estão o 16/8, em que a pessoa passa 16 horas em jejum e possui uma janela de 8 horas para se alimentar, e o 5:2, no qual se come normalmente por cinco dias e, em dois dias não consecutivos, há uma forte restrição calórica. Apesar da popularidade nas redes sociais e entre influenciadores fitness, especialistas alertam que a prática não é tão simples.

(Acervo pessoal)

(Foto: Acervo pessoal)

De acordo com a nutricionista Larissa Leite, não é qualquer pessoa que pode iniciar o jejum, e entender os riscos é tão essencial quanto conhecer os possíveis benefícios.

“Apesar de ser uma estratégia comum, nem todo mundo pode jejuar. Gestantes, pessoas com histórico de compulsão, diabetes descompensado, até mesmo certos remédios precisam de orientação profissional”, afirmou.


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Outro ponto importante é que o jejum intermitente não deve ser visto como cura ou tratamento de doenças. Mesmo que alguns estudos indiquem benefícios em determinados contextos, a prática exige acompanhamento profissional constante.

“Ele ajuda algumas pessoas por reduzir a janela de alimentação, mas o resultado depende mais do equilíbrio das refeições e do déficit calórico do que do jejum em si. Jejuns prolongados podem causar tontura, fraqueza, queda de pressão, desregulação da glicemia e até mesmo a perda de massa magra. Se a pessoa já tem uma tendência à compulsão ou faz jejuns muito longos, o corpo reage com mais fome e pode aumentar episódios de descontrole”, disse.

A recomendação é clara: ninguém deve iniciar o jejum intermitente sem orientação médica e nutricional.