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Eleição suplementar: candidatos começam a articular composições e cargo de vice-governador

Pouco falado no atual momento do processo eleitoral, o posto de vice-governador tampão é alvo de articulações nos bastidores
09/04/26 às 11:40h
Eleição suplementar: candidatos começam a articular composições e cargo de vice-governador

(Foto: Alberto César Araújo/Aleam)

De olho na eleição suplementar que será definida pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), grupos políticos já intensificam as articulações de bastidores para montar a chapa do futuro governador tampão. A escolha do vice-governador, peça estratégica nesse xadrez, dependerá diretamente das regras que ainda serão definidas pelos deputados em projeto de lei, o que tem levado lideranças a calibrar alianças e perfis conforme o cenário que pode emergir no plenário.

A própria definição se haverá a figura do vice, com formação de chapa, não é pacificada na legislação eleitoral brasileira. Em muitos casos, em eleições suplementares feitas nos parlamentos, só havia a disputa pelo posto de titular (governador ou prefeito), com a vice ficando para o presidente do parlamento.

No único caso de eleição suplementar feita em um parlamento no Amazonas, em 2004, o decreto legislativo aprovado pela Câmara Municipal de Manaus (CMM) estabeleceu a necessidade de formação de chapa com candidato a prefeito e a vice-prefeito para completar o mandato de Alfredo Nascimento, que renunciou em abril daquele ano para assumir o Ministério dos Transportes no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Naquela oportunidade, o então presidente da CMM, o vereador Luís Alberto Carijó, formou chapa com o então vice-presidente da Casa, vereador Joel Silva, e ambos foram eleitos prefeito e vice-prefeito de Manaus, cumprindo mandato até 31 de dezembro de 2004.


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Papel é estratégico em eleições normais

Nas eleições regulares, o posto de vice é usado para a composição entre grupos políticos e não será diferente nessa eleição suplementar, posto que nenhum dos grupos majoritários envolvidos já tem o número de 13 votos garantidos para vencer o pleito indireto.

O grupo liderado pelo ex-governador Wilson Lima (União Brasil) quer o governador interino Roberto Cidade (União Brasil) disputando a eleição suplementar e já amealha os votos de algo entre seis e oito deputados, seis do União Brasil e dois do Podemos.

Cidade já fez contato com lideranças do PL para conquistar os votos de três deputados do PL, que terá como candidata na eleição de outubro a empresária Maria do Carmo Seffair. Os deputados são: Delegado Péricles, Cabo Maciel e Débora Menezes.

Do Avante, liderado pelo pré-candidato David Almeida, Roberto Cidade pode conquistar o voto de Abdalla Fraxe, mas nos bastidores é considerado impossível ganhar o voto de Daniel Almeida, com quem tem atritos constantes e quase foram às vias de fato.

Desse grupo de 12 deputados que o apoiam pode sair um candidato a vice-governador tampão, sendo que todos eles são candidatos à reeleição e, se ganharem a eleição suplementar e assumirem o posto, só poderão ser candidatos novamente a vice em outubro.

Do lado de Omar Aziz, a articulação leva em conta o possível apoio de quatro deputados do PSD, três do Republicanos (partido que já declarou apoio à candidatura dele em outubro), dois do MDB (onde o senador Eduardo Braga é um aliado de Omar) e um do PT. Com dez votos, este grupo precisará pescar um vice ou no grupo de David Almeida (Abdalla e Daniel Almeida) ou buscar defecções entre os aliados de Cidade.

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